Saúde

Câncer de próstata: o que é preciso saber para evitar a enfermidade?

Saiba mais sobre a doença

Postado em 06 de NOVEMBRO de 2016 às 13:00
Divulgação/INCA
Exame do PSA pode contribuir para diagnóstico da doença

Por Valdecir Cremon

Câncer ou “neoplasia maligna” é o nome dado à doença representada por um crescimento exacerbado e desordenado de algumas células. No caso do câncer de próstata, essas células são originariamente da próstata, uma glândula relacionada com a função reprodutora e localizada na pelve masculina. Em grande parte das vezes, o câncer de próstata pode ser uma doença indolente e de crescimento lento, mas em algumas ocasiões pode ter crescimento rápido e evoluir com metástases em outros órgãos. O câncer acomete geralmente homens com idade acima de 50-60 anos e a incidência aumenta com o avançar da idade.   

Quais as causas?

Embora não seja conhecida uma causa especifica, é sabido que fatores genéticos e ambientais estão envolvidos. Homens com parentesco de primeiro grau com o diagnóstico de câncer de próstata apresentam risco mais elevado de desenvolver a doença.
 
Quais os sintomas?

Na fase inicial os pacientes não apresentam sintomas. Apesar de parte dos pacientes permanecerem assintomáticos, alguns podem desenvolver, em um estágio não tão inicial, sintomas urinários (dificuldade para urinar e aumento da frequência urinária, por exemplo). Posteriormente, em fases mais tardias, podem evoluir com obstrução urinária ou dor no reto. Na etapa avançada, metastática, pode haver dor óssea, fraqueza e desânimo.

O rastreamento da doença em pacientes assintomáticos envolve a realização do exame com o antígeno prostático específico (PSA) e toque retal a partir de 50 anos. A idade do rastreamento pode ser antecipada para 45 anos caso haja fatores de risco, como a presença de parente de primeiro grau com diagnóstico da doença.

Para confirmar o diagnóstico é realizada uma biópsia da glândula prostática. Os pacientes em rastreamento que apresentarem aumento do PSA no sangue e/ou alteração no toque retal são candidatos à realização de ultrassonografia transretal com biópsia da próstata para verificar a presença ou não da doença. Os pacientes com sintomas devem procurar um urologista para avaliação e que encaminhará para biópsia caso haja suspeita da doença. 

Como funciona o tratamento?

O tratamento do câncer da próstata pode envolver cirurgia, radioterapia, uso de hormônios ou quimioterapia. Trata-se de uma doença heterogênea e o tratamento depende do estágio, de características específicas e opção do paciente e familiares. O chamado “seguimento ativo” consiste em repetir avaliações urológicas, PSA, imagem e eventualmente biópsia, intervindo com cirurgia ou radioterapia quando algumas das características da doença não forem mais de “baixo risco”.

O prognóstico está relacionado com o estágio da doença, características do tumor e estado geral do paciente. Quando a doença encontra-se em fase precoce a maioria dos pacientes são curados. 

Ministério incorpora novo medicamento para fibrose cística

Pacientes que vivem com fibrose cística vão ser beneficiados com mais um medicamento para auxiliar no tratamento da doença. O Ministério da Saúde incorporou a Tobramicina inalatória que será usada em aparelhos nebulizadores, no combate às infecções respiratórias que acometem esses doentes. 

A incorporação do medicamento ao Sistema Único de Saúde (SUS), foi decidida pela Comissão Nacional de Incorporação de Novas Tecnologias ao SUS, sobre a evidência dos benefícios clínicos da Tobramicina, como o ganho de 12% na função pulmonar aferida pelo volume expiratório forçado (VEF) e redução nas colônias de bactérias. Outro dado importante é a redução de 26% nas internações desses pacientes.

Atualmente, o SUS oferece tratamento integral e gratuito para pacientes nas unidades da rede pública. São disponibilizados aos pacientes acompanhamento médico regular, suporte dietético, utilização de enzimas pancreáticas, suplementação vitamínica (vitaminas A, D, E, K) e fisioterapia respiratória. O objetivo do tratamento medicamentoso é propiciar a estabilização do comprometimento cognitivo, do comportamento e da realização das atividades da vida diária. (Com informações do Ministério da Saúde).

 

 

 

 

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