Cultura

Quase metade dos brasileiros vive em cidade sem cinema

Neste mês de outubro os três-lagoenses completam um ano sem sala de cinema

Postado em 07 de OUTUBRO de 2016 às 16:24
Arquivo/TVC

Por Thiago Bonfim

De 2013 a 2015, o número de salas de cinema no país cresceu 12,2%, de 2.679 unidades em 2013 para 3.005 em 2015. Apesar do crescimento, 46% dos brasileiros não dispõem de salas de cinema no município onde vivem. Em 2012, esse percentual era de 51,6%. A cidade de Três Lagoas integra essa estatística ruim. A unica sala de cinema do município foi fechada em Outubro do ano passado. 

Os dados fazem parte do estudo Impacto Econômico do Setor Audiovisual Brasileiro, feito pela Tendências Consultoria pela Motion Picture Association (MPA), entidade que representa os seis maiores estúdios de Hollywood em todo o mundo, a pedido do Sindicato da Indústria Audiovisual (SICAV), com sede no Rio de Janeiro. O estudo levou em consideração as informações mais recentes da Matriz de Insumo - Produto (MIP) de 2013, elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e que analisa a estrutura produtiva brasileira e os dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) referentes a 2013 e 2014. O estudo vai ser lançado hoje (7) no RioMarket, área de negócios do Festival do Rio.

“Há uma concentração geográfica das salas de cinema em relativamente poucos estados, portanto, precisa ter mais oferta física para que as pessoas possam consumir também produto audiovisual”, disse o diretor da Motion Picture Association-America Latina (MPA-AL), Ricardo Castanheira, à Agência Brasil. 

Vendas de ingressos

Entre 2013 e 2015, o número de ingressos vendidos nos cinemas do país também subiu de 149,5 milhões para 173 milhões, o que provocou alta no faturamento de R$ 1,7 bilhão para R$ 2,4 bilhões.

O levantamento aponta ainda que, embora a participação dos filmes nacionais tenha crescido no total de lançamentos, saindo de 26,5% em 2009 para 28,9% em 2015, a renda com a venda de ingressos para as produções nacionais não acompanhou. E o motivo é o que os filmes estrangeiros concentram a maior parte da renda das bilheterias.  

O diretor disse que muitos brasileiros ainda não frequentam o cinema por causa do valor dos ingressos, considerado elevado.“O valor médio do ingresso em 2013 corresponde 0,6 da renda mensal per capita do brasileiro. Nos países desenvolvidos, é apenas 0,3. Isso se deve à uma elevada carga tributária que incide sobre o setor audiovisual que se projeta no preço final do ingresso. Reduzir a carga tributária é um desafio extremamente importante para dar um estímulo e vitalidade maior”, apontou em entrevista à Agência Brasil. 

Últimas Noticias
Agora na Capa
Política

TRE inocenta prefeito e vice de Aparecida do Taboado

Plantão

01:16

Homenagem

Delegada regional é homenageada em sessão da Câmara de Paranaíba

23:49

Energia elétrica em Mato Grosso do Sul

Energisa Mato Grosso do Sul sobe 11 posições no ranking da ANEEL

20:24

Política

TRE inocenta prefeito e vice de Aparecida do Taboado

20:03

Cultura

Festival de dança com premiação de até R$ 3 mil será realizado em Paranaíba

19:25

Tecnologia

Três Lagoas Florestal apresentará sistema inédito de detecção de incêndio

19:02

Não curtiram

Foragidos postam foto comemorando fuga de delegacia e acabam presos em Três Lagoas

17:59

Comemoração

No Dia do Circo, site de dados sobre arte circense é lançado no Brasil

+ notícias
Cultura
Definido

Rede Feminina assume realização do Motoshow 2017

Folia

Carnaíba 2017 celebra 40 anos do Mato Grosso do Sul

Sem folia

Prefeitura cancela Carnaval de rua e investirá dinheiro na saúde

Arte

Exposição Haitianos no Brasil será nesta terça-feira na Biblioteca Municipal

Prevenção

Órgãos se reúnem para discutir segurança no Carnaval de Rua

Arte

Parceria inédita leva ao Rio mostra de parte do acervo do Masp

Cinema

Filmes brasileiros batem recorde de lançamentos em 2016 e impulsionam mercado

ver +