Manoel Afonso

Colunista JPNews

Jr. Mochi – ponto de equilíbrio na Assembleia Legislativa

Leia artigo de Manoel Afonso, publicado na edição deste sábado do Jornal do Povo

Postado em 12 de NOVEMBRO de 2016 às 9:26
Arquivo/JP
Manoel Afonso

Por Manoel Afonso

‘NOSTRADAMUS’  Não tenho seu dom, mas prevejo: o país de 2018 será outro. As delações premiadas da Odebrecht e Andrade Gutierrez cairão como meteorito no campo político. Governadores, senadores, ministros, parlamentares e figuras ilustres serão atingidos. O problema é saber: quem escapará em condições de disputar cargos?

GOSTEI  O senador Pedro Chaves (PSC) quer elevar a  carga horária de 800 horas para 1.000 horas/ano nos horários diurno e noturno do ensino básico. Aliás, elogios não lhe faltam pela postura e conhecimento na relatoria da Comissão Mista do Congresso do Ensino Médio. Afinal, ele é o pai da matéria (educação). Não é?

PEDRO KEMP  O deputado estadual (PT) criticou a vitória de Donald Trump sob a ótica petista.  Ora!  A esquerda trata a classe média como lixo moral. Como no Brasil, a maioria americana silenciosa deu um basta daqueles! E agora - a esquerda vai ocupar a Disney, as escolas de inglês e o McDonald’s?

LIÇÕES   Apoio de celebridades não ganha eleição; nem pesquisas e a opinião da imprensa. O voto do pedreiro tem o mesmo valor do intelectual. Precisamos olhar as eleições americanas como aprendizes. Lá disputa-se, o perdedor não berra, aceita.  

‘À FRANCESA’  Quando indagados sobre possível decisão de deixar o PT devido a crise sepulcral do partido, alguns deputados estaduais petistas preferem sutilmente dizer que “estamos analisando, conversando, é cedo para decidir, vamos ver” - e por aí afora.

ELES SABEM: O pleito de 2016 foi o aperitivo do cardápio eleitoral de 2018 que será influenciado ainda mais pela Lava Jato. Se hoje o brasileiro está consciente de que o PT é responsável pelo estado de calamidade do país, imagine no futuro que tende a ser pior. 

ALERTA  A renovação na Câmara Municipal da capital é um indicativo: a reeleição dos deputados estaduais e federais será difícil. Notícias ruins tem desgastado os políticos e virão  candidaturas afiadas com discurso pela moralidade e transparência. 

 UTOPIA?   O exemplo de João Dória Jr (PSDB) em São Paulo foi bem isso Ao perder o monopólio da moralidade, o PT abriu as portas para a ex-silenciosa classe média, onde cresce a conscientização de que os omissos não podem reclamar da situação ruim.

GRAVAÇÕES Merecem ser respeitadas pelos conteúdos avassaladores. Foi assim com o ex-prefeito de Dourados Ari Artuzzi, o ex-deputado estadual Ari Rigo, o então governador José Arruda (DF),  o senador Delcídio do Amaral (PT), a ex-presidente Dilma (PT) com o ex-presidente Lula( PT) e  o deputado Paulo Corrêa (PR) ensinando o deputado Felipe Orro (PSDB) a fraudar a folha de presença. 

ABACAXI? Pode até ser para os deputados que cuidam do caso e também para os demais deputados da Casa, caso o processo vá a julgamento. Nos corredores do poder percebe-se um clima de corporativismo e cumplicidade ao melhor estilo político.

PASMEM! Vergonhosa a tendência de se desqualificar a prova – que é conteúdo do diálogo – através de acusações contra o pastor que fez a gravação.  Ora! A opinião pública acompanha, critica. O castigo poderá vir nas eleições de 2018. Brincam com fogo? Quem avisa...  

PERGUNTO: O que os deputados responderiam aos eventuais questionamentos dos integrantes do ‘Parlamento Jovem’ sobre o caso?  Esses jovens frequentam a Casa,bem  intencionados, leem jornais e  agora devem estar decepcionados com seus ‘mestres’. 

 NÃO APRENDEM... Nas decisões recentes do Tribunal de Contas do Estado -  várias condenações de prefeitos e presidentes de Câmaras Municipais. Como sempre, há falta licitação, comprovação de despesas com hospedagens e diárias, contratações de pessoal  de forma irregular. E não é por falta de aviso.   

O CAMINHO   Pelo seu equilíbrio, trânsito nas bancadas e o Governo, o deputado Jr. Mochi deve ser reeleito para a presidência da Assembleia Legislativa. O fato de ser do  PMDB, não atrapalha, ajuda na governabilidade. Tem deputados com mais mandatos do que ele, mas que não agregam. É a diferença.

OLHÔMETRO  A passagem do governador Reinaldo (PSDB) por aquele parlamento deu-lhe uma visão ampla de como ele funciona. E a presença de seu fiel escudeiro – deputado  José Teixeira ( DEM) como secretário é a garantia contra crises e algo mais. 

BALANÇO Para o senador Moka (PMDB) foi positivo. Apesar do desgaste da legenda  pelas denúncias contra vereadores da capital e secretários do governo anterior, o partido elegeu 18 prefeitos e outros 14 aliados como vice ou compondo a chapa. Ele arregaçou as mangas e revirou esse interior.  

IMAGINE  o clima em Fátima do Sul com novas eleições determinadas pela justiça. O ex-deputado Londres (PR) sabe: não pode perder no reduto onde iniciou sua trajetória.  O PR é aliado, mas o governador Reinaldo deve interferir. Consequências inevitáveis. 

O TEMPO Até o final do mês que vem o imaginário popular ainda discutirá os resíduos das eleições municipais. Mas em de janeiro de 2017 (está perto), o foco será as próximas eleições. Quem está no poder (ou fora dele) estará olhando o relógio cruel.

DE LONGE  No noticiário, as manobras de Renan Calheiros e Cia para questionar a Lava Jato e as decisões do Juiz Sérgio Moro. Olhando o quadro do glorioso Congresso Nacional, a gente lembra de um navio afundando e os ratos tentando se salvar. E as pesquisas sérias mostram: a grande maioria do brasileiro apoia a Lava Jato. 

PROCURA-SE  um engenheiro sério e competente para comandar a Secretaria de Obras da capital. Nela reside o maior desafio para o futuro prefeito Marcos Trad. A cidade está esfarelando. Imagino como estará a cidade até o início da nova gestão. 

 

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