Cultura

Ferreira Gullar é velado na Academia Brasileira de Letras

Previsão é que Gullar seja sepultado no Mausoléu da ABL, no Cemitério São João Batista, em Botafogo, na zona sul do Rio

Postado em 05 de DEZEMBRO de 2016 às 14:12
Arquivo/Agência Brasil
Poeta maranhense, Ferreira Gullar

Por Redação

O corpo do poeta Ferreira Gullar, morto ontem (4), aos 86 anos, está sendo velado desde as 11h de hoje (5), na sede da Academia Brasileira de Letras (ABL), instituição da qual era membro há dois anos. Antes de chegar à ABL, o corpo do poeta maranhense foi velado na Biblioteca Nacional desde a tarde de ontem.

A previsão é que Gullar seja sepultado no Mausoléu da ABL, no Cemitério São João Batista, em Botafogo, na zona sul do Rio, às 16h de hoje. Segundo o presidente da ABL, Domício Proença Filho, Ferreira Gullar era um dos maiores poetas da língua portuguesa.

“Ele faz parte daqueles poetas cuja obra marca a poesia do Brasil. Ele é da estirpe de João Cabral de Mello Neto, Carlos Drummond de Andrade, [Manuel] Bandeira. E era a voz mais representativa da nossa poesia contemporânea. Além de ser uma pessoa múltipla, artisticamente falando”, afirmou.

O cantor e compositor cearense Raimundo Fagner, que teve Gullar como parceiro em composições como Borbulhas de Amor e Traduzir-se, disse que ele “vinha com uma multidão de ideias. Era um poeta múltiplo, que sabia todos os caminhos”. A também cantora e compositora Adriana Calcanhoto destacou o lado humano de Gullar. “Era um homem incrível, muito livre, que não tinha medo de mudar de ideia, que não tinha essa preocupação falsa com coerência.”

O ministro da Cultura, Roberto Freire, lembrou que Gullar trabalhou em sua campanha política em 1989, quando se candidatou à Presidência da República pelo PCB. Freire disse que tinha vontade de trazer o poeta para trabalhar em sua pasta. "Ele não era um intelectual recolhido, era um intelectual de luta." (Agência Brasil)

 

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