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Obra é considerada marco da engenharia no país

Outro aspecto relevante foram as variações de profundidades do rio, além de rochas basálticas extremamente resistentes às perfurações

1 JUN 2019 - 08h:21Por Nestor Junior e Valdecir Cremon

A ponte tem 3,7 quilômetros de extensão e é a maior m rios no país, construída com tecnologia holandesa.
Os ventos fortes e ondas de até dois metros de altura foram algumas dificuldades encontradas na execução da obra pela empreiteira Constran. Outro aspecto relevante foram as variações de profundidades do rio, além de rochas basálticas extremamente resistentes às perfurações, além do intenso tráfego de balsas que faziam o transporte entre os dois Estados. 
Durante a construção foi utilizado, pela primeira vez, um sistema de alerta de tempestades específico para uma obra fluvial. Com este monitoramento, não houve vítimas, mesmo com tempestades que ocorreram na época.

Foi a primeira do Brasil com os sistemas ferroviário e rodoviário sobrepostos, em um trecho de 2,6 mil metros de estrutura metálica, tendo a existência de dois viadutos de acesso em concreto. Em toda a construção foram consumidos 64 mil metros cúbicos de concreto, sendo 25 mil m³ destinados apenas à execução da fundação, constituída por tubulões com até 55 metros de coluna d’água. A pista rodoviária possui quatro faixas de rolamento. 

O que dizem os órgãos responsáveis pela ponte

Em nota enviada à reportagem, nesta semana, a Seinfra (Secretaria estadual de Infraestrutura), pasta responsável pela manutenção de rodovias em Mato Grosso do Sul, anunciou que prevê a recuperação de partes degradadas da ponte, no mês de junho. Cita que estão previstas a troca de placas e a sinalização das pistas, além de outros itens de manutenção.
A nota não cita, porém, se o governo pretende retomar a ideia de repassar a ponte à iniciativa privada.

O Dnit informou que não tem mais domínio sobre a obra e que a parte ferroviária está concedida à empresa ALL Rumo. A reportagem não identificou problemas de manutenção nos trilhos e na estrutura interna da ponte, com a passagem de trens de carga, pelo local, em média de três composições por dia.

A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), responsável pela manutenção da ponte), não respondeu a pedido de informações. 

A Secretaria estadual de Transportes de São Paulo não informou sobre manutenção nem se estuda  instalar um posto policial na rodovia Euclides da Cunha (SP-320), como definido com a ANTT em 2014. Também não há base policial no trecho da BR-158, do governo federal. 
 

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