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Animais silvestres vítimas do tráfico serão soltos no Pantanal

No ano passado o centro recebeu 2.626 animais, 75% a mais que a média dos cinco anos passados

26 JAN 2009 - 14h:40Por Redação

Um grupo de 40 papagaios vítimas do tráfico de animais silvestres terá uma nova chance de retornar ao lugar de onde jamais deveriam ter saído: a natureza. Os animais foram apreendidos pela Polícia Militar Ambiental (PMA) em setembro e outubro passado e passaram por reabilitação no Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), estando agora aptos para serem reintroduzidos no meio ambiente.

Além dos papagaios, um veado e um bugio serão levados na próxima quarta-feira (28) até uma fazenda no Pantanal Sul, onde serão monitorados antes e depois da soltura, sob coordenação da zootecnista Ana Paula Felício, em companhia de  estagiários do CRAS vindos do Espírito Santo. Todos os animais a serem soltos passaram por baterias de exames e estão saudáveis para serem reintroduzidos na natureza sem oferecem riscos à fauna da área.

No ano passado o centro recebeu 2.626 animais, 75% a mais que a média dos cinco anos passados, que era de 1.500 animais por ano. Em 20 anos de existência, o CRAS já recebeu mais de 24 mil animais oriundos do tráfico, atropelamentos, aparições em áreas urbanas, entre outros motivos. Devido ao grande número de animais recepcionados, o governo estadual teve de construir um novo recinto para as aves.

Soltura

Apesar de muitos pesquisadores serem contrários à soltura dos animais, a legislação brasileira determina que a prioridade é o retorno dos animais à natureza. “As solturas são feitas com o maior rigor técnico e estamos provando, através de pesquisas, que a soltura tem resultados positivos”, explica o coordenador do CRAS, Vinicius Andrade Lopes. As solturas se dão em 150 fazendas no Estado.

Monitoramento

Após a liberação dos animais na natureza, eles serão monitorados diariamente por mais alguns dias. Em seguida, técnicos ambientais fazem visitas mensais às fazendas, por um período de um ano, colhendo informações.

O monitoramento consiste na observação das reações dos animais em relação à aproximação de predadores e do instinto de caça e alimentação, uma vez que até então eram alimentados pelos tratadores do CRAS.

Visitação

Aos interessados em conhecer o trabalho desenvolvido no centro, as visitações são realizadas às terças-feiras, quintas-feiras e sábados, das 8 às 12 horas e das 13 às 17 horas, por grupos de até 15 pessoas. Os visitantes são acompanhados por um guia capacitado, que explana noções de educação ambiental, as conseqüências negativas do tráfico de animais silvestres, assim como o trabalho desenvolvido no CRAS.

É necessário agendar o passeio com antecedência pelo telefone (67) 3326-1370. Recomenda-se o uso de calças compridas e tênis fechado. É cobrada uma taxa de R$ 8,00 por pessoa, sendo que estudantes pagam metade do preço. O valor é revertido para a preservação e manutenção da área, de acordo com o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), já que o centro encontra-se dentro do Parque Estadual do Prosa. Escolas públicas são isentas da taxa.

 

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