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Apenas dois agentes foram transferidos para a Média

22 JAN 2009 - 06h:00Por Redação

A Agência Estadual do Sistema Penitenciário (Agepen) cumpriu a promessa de reforçar o efetivo da Penitenciária de Segurança Média, em Três Lagoas, no entanto, o “tamanho” do reforço deixou a desejar. Até o momento, apenas dois agentes foram lotados no presídio masculino – um que se apresentou no sábado (17) e outro que se apresentou para o trabalho na segunda-feira (19).
De acordo com o diretor da unidade penal, Sílvio Rodrigues, na realidade, três novos agentes penitenciários foram lotados no presídio, porém, um ainda está afastado por meio de atestado médico. “Não sabemos ao certo quantos agentes virão para cá. Pelo que fui informado, há uma lista na Agepen com sete nomes, todos em fase de estudo. Mas temos que aguardar para saber se não há impedimentos”, disse.
Os “impedimentos” citados pelo diretor seriam: a existência de atestados médicos que proíbam o agente de trabalhar no regime fechado e o período de férias. Mesmo assim, o diretor está na expectativa de melhorias. “Dois agentes não ajudam a suprir a nossa deficiência. Espero que todos da lista se apresentem. Só assim poderemos suprir, em parte, nossa real necessidade”, disse. O número de agentes hoje atuando na unidade penal não foi divulgado por questões de segurança, mas a defasagem do quadro de efetivo chega a mais de 60%.

INTERVENÇÃO

O socorro à Penitenciária de Segurança Média foi anunciado pela Agepen na semana passada, depois que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Três Lagoas interferiu no caso. Na semana passada, o presidente da Ordem do Município, João Penha, encaminhou um oficio à OAB Estadual para alertar sobre a deficiência na segurança da unidade, que estaria prejudicando a atuação dos advogados.
A OAB recorreu ao diretor de Operações da Agepen, Luiz Alberto Ojeda para cobrar providencias sobre o acesso de advogado aos seus clientes, presos da unidade – prejudicado pela falta de segurança após a rebelião do dia 1º.
Além do acesso aos advogados, a rebelião também resultou na limitação de mais serviços: as visitas foram limitadas a uma pessoa por preso; os banhos de sol a uma hora por dia; os trabalhos manuais foram suspensos. “Apenas os serviços essenciais foram mantidos. Não tínhamos como manter estes serviços, não com a quantidade de agentes que temos”, completou Rodrigues. Na rebelião, quatro agentes penitenciários foram feitos reféns e afastados para tratamento psicológico.

IDENTIFICADOS

Conforme Rodrigues, seis presos foram identificados como proprietários dos materiais ilícitos encontrados durante o pente-fino realizado na semana passada. “Aqueles que estavam com celulares responderão a uma comissão disciplinar interna, o que pode acarretar na suspensão de algum beneficio, como a ida para o regime semi-aberto, por exemplo. Já em relação às drogas, um boletim de ocorrência foi registrado e o interno responderá por mais um crime: tráfico ou posse de entorpecentes, dependendo do caso”, disse Rodrigues. Na semana passada, o Pelotão de Choque da Companhia Independente de Gerenciamento de Crises e Operações Especiais (Cigcoe) esteve na unidade penal para uma operação pente-fino. Na época, os policiais apreenderam aparelhos celulares, drogas e armas artesanais. Atualmente, a unidade penal abriga 537 presos. A capacidade do presídio é para 242 internos. Não houve transferências após o pente-fino. (RP)

 

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