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Ausência do governo deixa polícias dependentes de conselho

A falta de ação rápida do governo na solução de problemas domésticos das polícias deixa órgãos de segurança dependentes de conselho em Aparecida do Taboado

7 NOV 2012 - 07h:21Por Mariele Machado/Jornal do Bolsão

De acordo com os representantes dos órgãos de segurança pública em Aparecida do Taboado, há uma interação maior das instituições em relação ao Conselho Comunitário, que nos casos urgentes preenche a lacuna deixada pelo governo.

O comandante do Corpo de Bombeiros, Capitão Zattar, reclamou que o governo do Estado demora em dar suporte à manutenção de viaturas.
“Para uma simples manutenção em nossas viaturas demoraria de 30 a 60 dias e nós não podemos ficar sem o nosso único caminhão pipa, que é de estrema necessidade”, disse, declarando que o Conselho preenche essa lacuna.
O promotor de Justiça, Daniel Higa de Oliveira, respalda a função do Conselho. “É muito importante à contribuição do Legislativo e do Executivo para com o Conselho. Esperamos poder contar com essa ajuda no próximo ano”, reforçou, destacando a função da entidade como fórum de discussão sobre os problemas de segurança.
O delegado Lúcio Fátima da Silva Barros disse que a falta de efetivos e estagiários tem dificultado o trabalho da Polícia Civil.
“Hoje, se ficamos nas ruas o trabalho burocrático fica parado. Se vamos trabalhar no burocrático, as ruas ficam abandonadas. Precisamos de cinco estagiários na Delegacia para nos ajudar e de mais policiais nas ruas, mas para isso é necessário dinheiro e o Conselho sozinho não possui condições”, disse, na expectativa de que o Consepat supra essa lacuna.
O tenente Sidnei, da Polícia Militar, reforçou a dependência em relação ao Conselho. “Quando precisamos de um conserto ligamos para o Consepat e imediatamente eles resolvem o problema. Sabemos que isso tem um custo alto e é necessário mais dinheiro para suprir todas as necessidades existentes”, afirmou.
Já o Sargento Ramos, da Polícia Militar Ambiental, falou sobre a falta de posto policial para a corporação e destacou que este pedido já foi feito pelo Consepat e até ao governador do Estado e nada foi feito até o momento.
O presidente do Conselho Comunitário de Cidadania e Segurança Pública, Quirino Theodoro Muniz Lopes, sugere que o posto fiscal Itamaraty, que estaria abandonado, é um local “perfeito para a instalação do quartel” da PMA. O prefeito eleito José Robson Samara Almeida disse estar ciente das condições dos órgãos de Segurança na cidade e prometeu ajudar, com apoio dos vereadores.

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