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Campo Grande entra em alerta com 38 casos de dengue tipo 4

Comitê Externo de Combate a Dengue se reúne na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Coronel Antonino, na Capital, para definir o reforço de estratégia de prevenção diante do risco de epidemia de dengue tipo 4.

21 NOV 2012 - 07h:23Por Redação

Nessa quinta-feira (22), o Comitê Externo de Combate a Dengue se reúne na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Coronel Antonino, na Capital, para definir o reforço de estratégia de prevenção diante do risco de Mato Grosso do Sul enfrentar uma epidemia de dengue tipo 4. Esta variante do vírus foi detectada primeira vez neste ano em Campo Grande e cidades do interior como Corumbá e Mundo Novo, dois anos depois de entrar no País pelo estado de Roraima, vinda da Venezuela.

Do total de amostras de isolamento viral com resultado positivo no Estado, 41,6% foram do tipo 2; 34,8% do tipo 4 e 23,4% do tipo 1. Até agora, a vigilância epidemiológica identificou 38 casos, comprovados por exames laboratoriais, de pacientes que contraíram a dengue tipo 4. Todos foram atendidos na rede pública, não precisaram ser internados e já estão curados. Nas primeiras 45 semanas de 2012, foram registrados 5.151 casos de dengue, número menor que os 5.214 de igual período de 2011. Foram confirmadas duas mortes por causa da doença.

Nesta reunião de quinta-feira, segundo o coordenador de Controle de Vetores da Secretaria Municipal de Saúde, Alcides Ferreira, vão comparecer representantes não só dos órgãos públicos de saúde (estadual e municipal) mas também a Defesa Civil, entidades de classe, clubes de serviços , o Exército , além de empresas parcerias nas ações preventivas. “Junto com as ações permanentes de combate aos focos do mosquito transmissor, com borrifação, visita domiciliar de orientação dos agentes de saúde, queremos mobilizar mil voluntários da Defesa Civil”, informa.

Na primeira semana de dezembro está prevista um mutirão com ajuda do Exercito (que deve ceder 80 homens) para remoção de pneus de borracharias, ou mesmo jogados em terrenos baldios. Estes pneus acabam servindo para o acúmulo de água, o que facilita o aparecimento de focos do mosquito transmissor.

O trabalho rotineiro para prevenir e eliminar os focos, conta cm 1.400 agentes comunitários e 350 agentes de controles de endemias. O trabalho está concentrado nos bairros onde foram identificados 87 focos. A Secretaria de Saúde reforçou, com mais 20 leitos no Hospital São Julião, a estrutura de internação dos pacientes de dengue em estado grave. O São Julião e o Hospital Dia no Nova Bahia serão a referência neste atendimento. No total são 148 leitos disponibilizados.
 

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