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Crédito a pequenos empreenderes por meio do Programa Crescer aumenta 62,5% em 2012

30 AGO 2012 - 14h:30Por Redação

 O volume total de crédito concedido no segundo trimestre de 2012 a pequenos empreendedores, por meio do Crescer, que é o Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO), aumentou 62,57%, na comparação com o mesmo período de 2011, de acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).


Com 872.753 clientes atendidos, o programa injetou R$ 1,4 bilhão na economia brasileira no período. Quase a totalidade do valor (93,06%) foi destinada a empreendedores informais – a maior parte composta por mulheres.

Os comerciantes, com 87,20% do valor total, formaram a maior clientela. Em 89,25% dos casos, os recursos foram destinados a capital de giro. O Ceará foi o estado com maior volume de recursos na carteira de microcrédito, com R$ 342 milhões concedidos, seguido pelo Maranhão, com R$ 173 milhões.

O baixo custo dos empréstimos oferecidos pelo Crescer favorece o resultado positivo do programa, já que os juros cobrados passaram de 60% para apenas 8% ao ano.

Segundo a coordenadora-geral de Emprego e Renda do MTE, Lucilene Estevam Santana, a maior quantidade de operações se concentra na região Nordeste, porque nesta região as instituições encontram facilidade na disponibilização dos recursos através de garantias, como o Aval Solidário.

“Essa garantia é, simplesmente, a reunião de um grupo de pessoas com pequenos negócios e necessidade de crédito e que, ao mesmo tempo, sejam amigas, vizinhas e confiem umas nas outras, para satisfazer, solidariamente, a obrigação de um devedor, caso ele não o faça”, disse.

Recursos para os excluídos do crédito

Os clientes beneficiados pelo microcrédito produtivo orientado são empreendedores de atividades produtivas de pequeno porte, com renda bruta anual de até R$ 120 mil, que por vezes são excluídos do sistema de crédito tradicional, por não terem como garantir o pagamento do empréstimo.

A metodologia adotada pelo programa é diferente do modelo tradicional deste setor, porque os agentes das instituições financeiras vão até os empreendedores no local onde é executada a atividade econômica. Desta forma, cumprem o papel de relacionamento direto com os empreendedores. Além do crédito, há orientação para o negócio, como acompanhamento e organização do fluxo de caixa e do estoque.

Os pequenos empreendedores podem obter empréstimos que variam de R$ 300 a até R$ 15 mil. O valor e as condições do crédito são definidos pelo agente, após a avaliação da atividade e da capacidade de endividamento da pessoa. O empréstimo é feito em parcelas fixas e consecutivas, com prazos e valores preestabelecidos entre a instituição de crédito e o beneficiário.

Desde a criação do Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado, em abril de 2005, já foram realizadas mais de 11,3 milhões de operações de microcrédito, com concessão de um volume total de crédito acima de R$ 15,7 bilhões.

O PNMPO é coordenado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e 2% de compulsórios dos bancos.

Saiba mais sobre o programa no link: http://portal.mte.gov.br/pnmpo/

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