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Educação adotará novas regras gramaticais após publicação de novo dicionário

Por enquanto, os livros didáticos usados nas escolas estaduais são os mesmos utilizados nos anos anteriores

8 JAN 2009 - 16h:09Por Redação

Assim que a Academia Brasileira de Letras publicar o novo dicionário com as reformas ortográficas, a Secretaria de Estado de Educação (SED) adotará as novas regras em salas de aula. Os professores das séries iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano) receberão cursos de capacitação sobre as mudanças gramaticais. A informação é da secretária de Estado de Educação, Maria Nilene Badeca da Costa.

Aprovado em 2008, o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa passa a valer a partir de 2009, mas será exigido no currículo escolar das escolas públicas a partir de 2013. Por enquanto, os livros didáticos usados nas escolas estaduais são os mesmos utilizados nos anos anteriores, com as regras antigas.

Segundo a secretária Nilene Badeca, os livros com as novas regras começam a ser produzidos agora, para serem licitados em 2010 e serem adquiridos em 2011. “Os livros enviados pelo Ministério da Educação, que contém as novas regras gramaticais, passam a ser distribuídos nas escolas a partir de 2011 e 2012” afirmou Nilene. A secretária adiantou que após ser publicado pela Academia Brasileira de Letras o novo dicionário com as atuais regras, os professores do ensino fundamental receberão orientações para aplicar as mudanças em sala de aula.

Regras

As mudanças ortográficas são no alfabeto, no trema, na acentuação e no hífen. Os acentos dos ditongos abertos (ei e oi) das palavras paroxítonas, não existem mais. Palavras como assembléia e idéia perdem o acento e passam a ser escritas assembleia e ideia. O hífen também muda em palavras terminadas em vogal seguido de palavras iniciadas com “r” ou “s”, sendo que essas devem ser dobradas (antessala, antissocial, etc).

Palavras seguidas de vogais iguais usam hífen, por exemplo, anti-inflamatório, micro-ondas. Palavras com vogais diferentes perdem o hífen, como por exemplo, autoafirmação, autoescola, infraestrutura, etc.

As mudanças também envolvem o alfabeto, retornando as letras “k”, “w” e “y”; o trema, que passa a não existir mais, os hiatos, que não são mais acentuados; os acentos diferenciais nas palavras com a mesma escrita e cai o acento agudo da letra “u” nas formas rizotônicas, por exemplo, as palavras apazigúe, averigúe e enxagúe passam a ser escritas apazigue, averigue e enxague.

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