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Gravidez indesejada quadruplica risco de depressão pós-parto

Resultados sugerem que a gestação não intencional pode ter efeitos sobre a saúde mental a longo prazo

13 MAI 2013 - 11h:09Por Redação

Mulheres com gravidez indesejada são quatro vezes mais propensas a sofrer de depressão pós-parto 12 meses após o nascimento do bebê, de acordo com pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, nos EUA.

A equipe analisou 688 mulheres aos três meses e 550 mulheres aos doze meses e questionou as participantes sobre a intenção de gravidez. As mulheres foram classificadas como tendo uma gravidez pretendida, inoportuna ou indesejada.

Havia 433 mulheres com uma gravidez pretendida, 207 com gravidez inoportuna e 40 com uma gravidez indesejada.

Os resultados mostram que a depressão pós-parto era mais provável em mulheres com gravidez indesejada em ambos os três meses e 12 meses. O aumento do risco foi máximo aos 12 meses e indica que este grupo de mulheres têm um risco de depressão a longo prazo. Quando o status de idade, nível de educação e pobreza foram levados em conta, as mulheres com gravidez indesejada ainda estavam duas vezes mais propensas a ter depressão pós-parto em 12 meses.

Os autores concluem que a gravidez indesejada pode ter um efeito de longo prazo no bem-estar da mãe e os médicos podem considerar a intenção da gravidez nas consultas pré-natais e oferecer apoio adequado durante e após a gravidez.

"Enquanto muitos elementos podem contribuir para a depressão pós-parto, os resultados deste estudo mostram que a gravidez não intencional que resultou em nascimento vivo pode também ser um fator contribuinte. Gravidez indesejada pode ter um efeito de longo prazo sobre as mulheres. Aquelas mulheres que relatam gravidez indesejada pode se beneficiar de tratamento mais cedo ou mais direcionado durante e após a gravidez", afirma a coautora da pesquisa Rebecca Mercier.

A equipe acredita que triagem simples e de baixo custo para identificar mulheres em risco poderia permitir uma intervenção direcionada, quando apropriada e evitar futuras complicações de gravidez indesejada.

Os resultados foram divulgados no BJOG: An International Journal of Obstetrics and Gynaecology.

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