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SÃO PAULO

Grupo protesta contra mudanças no atendimento de assistência social

Ato teve início na Câmara de Vereadores por volta das 10h e seguiu em direção ao prédio da prefeitura, interditando ruas do centro da cidade

14 AGO 2017 - 18h:00Por Redação

Um grupo em defesa da assistência social de São Paulo, como trabalhadores da área e conselheiros municipais,  protestou nesta segunda-feira (14) na capital paulista contra o que eles chamam de “desmonte” da política do setor no município. O ato teve início na Câmara de Vereadores por volta das 10h e seguiu em direção ao prédio da prefeitura, interditando ruas do centro da cidade. O protesto acabou por volta das 16h.

Entre as principais reivindicações estão as mudanças previstas na Portaria nº 41, de 22 de julho de 2017, que remaneja o atendimento de assistência social para priorizar o turno da noite. Segundo os manifestantes, a medida pode levar à demissão de pelo menos 400 trabalhadores de organizações sociais que prestam serviços à prefeitura, além de prejudicar o atendimento aos moradores de rua.

“Não é verdade [que o atendimento aos moradores de rua no período da manhã é menos eficiente]. É o atendimento intersetorial, que direciona o morador de rua para outras políticas públicas, como de saúde, educação, trabalho. Quando você diminui esse atendimento, você coloca na rua esses trabalhadores”, disse a presidente do Conselho Municipal de Assistência Social (Comas), Fernanda Campana.

Fernanda também critica que essas medidas foram feitas sem a devida consulta ao conselho e às demais entidades e trabalhadores que desenvolvem e fiscalizam o serviço de assistência social. “Mesmo que eles decidam aumentar o atendimento no período noturno, ainda assim teríamos um déficit de quem vai ser mandado embora [da manhã] e quem poderia ser contratado [para a noite].”

O assistente social Ricardo Lima, também integrante do Comas como representante dos trabalhadores, o turno da manhã é importante para estabelecer vínculos com a população de rua. “Muitos, como usuários de substâncias psicoativas ou álcool, pela manhã, ao acordar, estão no período da lucidez, que é mais propício para este tipo de abordagem”, avaliou.

Os manifestantes informaram que cerca de 2.500 pessoas participaram do ato. A Polícia Militar de São Paulo não divulga número de participantes em protestos.

Procurada pela Agência Brasil, a Secretaria Municipal de Assistência Social não retornou até a publicação da reportagem. (Informações Agência Brasil)

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