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Preços dos remédios pressionam a inflação no acumulado de 12 meses

Índice de abril foi puxada principalmente pelos gastos com saúde e cuidados pessoais

10 MAI 2018 - 11h:00Por Redação

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, registrou variação de 0,22% em abril. A taxa é superior aos índices de março deste ano de 0,09% e em abril do ano passado de 0,14%.

Segundo dados divulgados nesta quinta-feira (10), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA acumula taxas de inflação de 0,92% no ano e de 2,76% em 12 meses.

A inflação de abril foi puxada principalmente pelos gastos com saúde e cuidados pessoais, que subiram 0,91%, e responderam por metade do IPCA no mês. Outros grupos de despesa que influenciaram o IPCA foram vestuário com 0,62%, habitação com 0,17% e alimentação e bebidas com 0,09%.

Entre as 13 regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE, as maiores taxas de inflação foram observadas em Campo Grande com 0,73%, Porto Alegre com 0,40% e Brasília com 0,40%.

Remédios e planos de saúde pressionam inflação

Dois itens do segmento de saúde pressionaram a inflação oficial de 0,22% em abril. Segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), os remédios tiveram aumento de preços de 1,52% no mês. Já os planos de saúde foram reajustados, em média,1,06%.

Os gastos com saúde e cuidados pessoais ficaram 0,91% mais caros, de acordo com os dados divulgados pelo IBGE.

Outro grupo de despesas que pressionou a inflação foi o vestuário, com inflação de 0,62%. “A troca de coleção influenciou principalmente as roupas femininas, que ficaram, em média, 1,66% mais caras”, disse o gerente do IPCA, Fernando Gonçalves.

Os gastos com habitação subiram 0,17%, influenciados pela alta média de 0,99% na energia elétrica. O item foi reajustado no Rio de Janeiro, Porto Alegre, Fortaleza, Salvador e Campo Grande.

Entre os alimentos e bebidas, a alta de preços ficou em 0,09%. Os produtos consumidos dentro de casa tiveram alta de preços de 0,27%. Um dos itens que mais pressionaram a inflação nesse grupo de despesas foi o leite longa vida, cujo preço aumentou 4,94%.

A alimentação fora de casa, no entanto, teve deflação de 0,22%. (Com informações da Agência Brasil)

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