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Jacini pede apoio da União para bloquear fronteiras

8 JAN 2009 - 06h:00Por Redação

A identificação de sete cidades de Mato Grosso do Sul como portas de entrada de armas ilegais no Brasil, divulgada esta semana pela Polícia Federal, demonstra que o governo federal precisa destinar mais investimentos ao combate à criminalidade no Estado. Ao comentar o resultado do levantamento da PF, o secretário de Justiça e Segurança Pública, Wantuir Jacini, destacou que o enfrentamento ao contrabando e crimes conexos é de responsabilidade da União, e que, embora o aparato estadual atue quando possível, faltam recursos federais para coibir essa prática.
 
“Temos cerca de 18 cidades nas linhas de fronteiras. É uma região que tem ao todo cerca de 500 mil habitantes, uma grande malha viária e grande população também do outro lado, nos países vizinhos [Paraguai e Bolívia]”, afirmou.
 
Segundo levantamento divulgado pela Polícia Federal, seis cidades sul-mato-grossenses na fronteira com o Paraguai (Bela Vista, Ponta Porã, Coronel Sapucaia, Paranhos, Sete Quedas e Mundo Novo) e uma na fronteira com Bolívia (Corumbá) estão entre as portas de entrada de armas ilegais no País.
 
Jacini acredita que a identificação desses pontos deve chamar a atenção do governo federal para o fato da que os crimes não afetam só a essa região de acesso do contrabando, mas outros importantes estados brasileiros. “Mato Grosso do Sul é corredor de passagem. Assim como o tráfico de drogas, o contrabando de armas vai em direção a estados importantes como Rio de Janeiro e São Paulo. Investindo aqui, o governo federal estará investindo em benefícios dos outros também”, defendeu o secretário.
 
No que cabe ao Estado, a destinação de recursos humanos e materiais estão se multiplicando desde 2007. Neste ano, 1.600 novos policiais civis e militares aproximadamente serão integrados ao efetivo da segurança. “Estamos como mil PMs que já concluíram o estágio assistido em 16 cidades e agora voltaram ao centro de formação para a segunda fase do treinamento”, ressaltou Jacini, destacando que ainda em 2009 terá início a capacitação de cerca de 500 policiais civis e também de novos bombeiros.

 

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