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Metade do eucalipto a ser processado em Três Lagoas virá de SP e MG

De acordo com a área de Suprimento de Madeira, Compra e Colheita da Eldorado Brasil, nessa fase inicial de produção a unidade de Três Lagoas não tem em Mato Grosso do Sul toda a matéria-prima necessária.

12 DEZ 2012 - 07h:32Por Danilo Fiuza/JP

De acordo com a área de Suprimento de Madeira, Compra e Colheita da Eldorado Brasil, nessa fase inicial de produção a unidade de Três Lagoas não tem em Mato Grosso do Sul toda a matéria-prima necessária. Os ativos florestais, como são chamadas as florestas de eucalipto, distribuídos em aproximadamente 70 fazendas arrendadas e em parceria na região de Três Lagoas, só atendem a 50% das necessidades da indústria para processamento de 1,5 milhão de toneladas de celulose. Cerca de 40% serão trazidos de São Paulo e 10% do Estado de Minas Gerais.

A madeira de São Paulo chegará à fábrica pelo rio Tietê e será desembarcada no porto fluvial da empresa na própria unidade, que está instalada praticamente na margem do rio Paraná. Nessa terça-feira, a empresa apresentou à imprensa uma de suas unidades de produção de madeira, a Fazenda São João, de 860 hectares, com 600 hectares de efetivo plantio. Essa área será desbastada em três meses indo 103 mil metros cúbicos de madeira.
Segundo coordenador de colheita Eurico Morais Almeida Filho, para operar o corte de madeira, a Eldorado qualificou 251 funcionários. O opção, segundo a empresa, foi qualificar a mão de obra local para não ter que fazer a migração. Uma novidade anunciada pela companhia é o emprego de mulheres na área de colheita, que é feita com equipamentos modernos.
Cerca de 80% dos ativos florestais em Três Lagoas são em áreas arrendadas ou em parceria. Com a produção de 35 milhões de mudas e ampliação de 110 mil hectares para 160 mil hectares de áreas próprias, a Eldorado vai iniciar o processo de autossuficiência.
A Eldoradoadquiriu 75 Harvesters, que faz o corte e com cabeçote acoplado desfolha e descasca a tora de eucalipto, cortada em tamanhos de 3 metros, e 36 Forwarders, que ajunta as toras e leva até à beira das estradas na floresta para serem carregadas e transportadas até o pátio da fábrica, onde são transformadas em cavacos para o início do processo de lavagem das fibras, cozimento e fabricação da celulose.
Uma Harvester custa R$ 1,5 milhão. Apenas o cabeçote que faz o corte, arrasta a tora, desfolha e descasca, custa a metade do preço da máquina, que se movimenta por esteira. No processo de colheita até o baldeio para o pátio, por meio das carretas tri-trens, são empregados 380 operadores.

A projeção da área de Suprimento é de compra e colheita de 1.450.000 m3 de madeira este ano, para atender os dois meses de operação, iniciada em novembro. Em 2013, a projeção é de 5.494.000 m3 e, em 2014, cerca de 5,8 milhões de metros cúbicos de madeira.

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