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Porcos do mato invadem plantações de pequenos agricultores

6 FEV 2009 - 05h:59Por Redação

Pequenos produtores rurais do vizinho município de Brasilândia estão sofrendo os prejuízos da invasão de manadas de porcos do mato, popularmente conhecidos como queixadas.
Eles costumam chegar silenciosos, costumeiramente, ao cair da tarde. São manadas de 30 a 40 animais, por vezes, até mais, segundo informou o agricultor João Brito de Souza.
As queixadas costumam atacar e devastar as plantações de mandioca, milho e feijão, informou João Brito. Devido aos prejuízos incalculáveis às propriedades, quando os animais atacam, os agricultores resolveram reunir-se na Associação de Produtores Agroecológicos de Subsistência Familiar, no Reassentamento Santana e Santa Emília, em Brasilândia.
Na reunião, os agricultores trocaram idéias de como agir para impedir a invasão das queixadas em suas propriedades e evitar que aumentem ainda mais os prejuízos que já tiveram em suas terras.
Eles informaram que ninguém ousa enfrentar os animais, que podem tornar-se agressivos e perigosos. O que tem obtido alguns resultados para afugentar os animais são pequenas bombas de fogos de artifício, mas isso é um artifício dispendioso e com resultados passageiros.
Na reunião, os agricultores contaram com a presença e a orientação da bióloga, chefe do Departamento de Estudos e Pesquisas do Instituto Cisalpina, professora Floriana Débora de Souza Ladeia.
Além disso, os agricultores já registraram ocorrência de perdas e danos na Delegacia de Polícia Civil de Brasilândia e relataram os fatos à Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Semac), em Três Lagoas, e ao escritório regional do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) para que fossem tomadas as devidas providências.
Os responsáveis pelos dois órgãos governamentais (estadual e federal) prometeram enviar técnicos ao local para vistoriar o que está ocorrendo e avaliar os prejuízos.
Atendendo ao pedido dos agricultores, o presidente do Instituto Cisalpina, advogado e medico veterinário Carlos Alberto (“Carlitos”) dos Santos Dutra, enviou ofício à Companhia Energética de São Paulo (Cesp), colocando-a a par dos acontecimentos.
A Cesp é proprietária de uma reserva ambiental de mais de seis mil hectares, onde os animais procuram procriar e sobreviver. No ofício, Carlitos requer que a Cesp procure uma solução amigável para o caso, sugerindo a contenção dos animais, através de cercas de tela, preservando as áreas de plantio dos pequenos agricultores. 
João Brito, um dos que mais sofreu com a invasão das queixadas, tem consciência de que “é preciso preservar a natureza, evitando o abate dos animais”. Por outro lado, reconhece que “também precisamos encontrar uma solução para os prejuízos financeiros que tivemos”, comentou. (C.A.)

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