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Produção industrial fecha maio com crescimento de 0,8%

Os dados foram divulgados hoje (4), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

4 JUL 2017 - 11h:24Por Redação

A Produção industrial brasileira fechou o mês de maio com crescimento de 0,8% frente a abril, na série livre de influências sazonais. Esta é a segunda taxa positiva consecutiva registrada pela indústria brasileira, que em abril subiu 1,1%.

Os dados foram divulgados hoje (4), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e dizem respeito à Pesquisa Industrial Mensal Produção Física – Brasil (PIM-PF). Com o resultado de maio, a indústria passou a acumular nos dois últimos meses expansão de 1,9%, eliminando a queda de 1,6% observado em março. 

Quando os dados de maio são confrontados com o mesmo mês do ano passado (série sem ajuste sazonal), no entanto, a indústria brasileira registrou em maio último avanço de 4%, o maior crescimento acumulado para o total da indústria deste os 4,8%  registrados em fevereiro de 2014.

A taxa acumulada dos primeiros cinco meses do ano ficou em 0,5%. No resultado acumulado dos últimos 12 meses (a taxa anualizada) o comportamento da indústria continua negativo: queda de 2,4% , prosseguindo com a redução no ritmo de queda iniciada com os -9,7% de junho de 2016. 

Crescimento é generalizado

O crescimento de 0,8% da atividade industrial na passagem de abril para maio de 2017 teve predomínio de resultados positivos, alcançando, segundo o IBGE, todas as quatro grandes categorias econômicas e 17 dos 24 ramos pesquisados.

Para o gerente de pesquisa do IBGE,  André Macedo, no entanto, “há nitidamente uma melhora de ritmo da indústria com duas altas seguidas, o que repõem a perda de março”. Ele lembra que houve um perfil disseminado de aumento da produção, mas admiti que “ainda estamos longe de recuperar o que se perdeu."

Segundo ele, “esse aumento da produção industrial precisa ser relativizado: é claro que houve uma melhora de ritmo, mas ainda há um espaço importante a ser percorrido para a indústria recuperar as perdas do passado.”

Quando analisado pelo lado das grandes categorias econômicas, os destaques de abril para maio (série livre de influências sazonais) ficaram com bens de consumo duráveis que chegou a registrar em maio expansão de significativos 6,7%; seguido de bens de capital (3,5%), ambas as categorias intensificando o crescimento que já havia sido verificada em abril último: 2,9% e 1,9%, respectivamente. 

Mesmo com resultados menos expressivos, os segmentos de bens de consumo semi e não-duráveis também fecharam com crescimento de abril para maio. No caso de bens de consumo semi e não-duráveis a expansão de 0,7% - o que interrompe uma série de três meses consecutivos de queda, período em que acumulou retração de 3,3%; em bens intermediários, a alta de 0,3% constitui-se no segundo resultado positivo consecutivo, acumulando nesse período crescimento de 2,3%.

Análise por setores 

Do ponto de vista dos segmentos pesquisados pelo IBGE, a principal influência positiva foi registrada pelos  veículos automotores, reboques e carrocerias, que chegou a avançar expressivos 9%, frente a abril influenciado, em grande parte, pela maior fabricação de automóveis e caminhões.

Segundo o IBGE, o resultado de maio foi o mais elevado para o segmento desde os 10,4% de dezembro de 2016 e intensificando a expansão de 3,9% verificada no mês anterior.

Outras contribuições positivas importantes sobre o total da indústria vieram de produtos alimentícios (2,7%) e de perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (4%), com o primeiro eliminando o recuo de 0,6% observado no mês anterior; e o segundo completando o terceiro mês consecutivo de crescimento na produção, período em que acumulou alta de 8,5%.

Entre os seis ramos que reduziram a produção nesse mês, os desempenhos de maior relevância para a média global foram assinalados por produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-2,2%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-7,6%).

Maio 2017/maio 2016

O crescimento de 4% em maio deste ano comparativamente a maio do ano passado (série sem ajuste sazonal) por sua vez reflete resultados positivos em todas as quatro grandes categorias econômicas, 18 dos 26 ramos, 51 dos 79 grupos e 59% dos 805 produtos pesquisados.

Ao comentar os números da indústria em maio, o gerente da pesquisa, André Macedo, ressaltou, que apesar dos últimos resultados positivos, a Indústria ainda se encontra em um patamar 18,5% abaixo do  recorde de produção, registrado em junho de 2013.

Entre as grandes categorias econômicas, na comparação anual o principal destaque ficou com Bens de consumo duráveis, com expressivo crescimento de 20,7%), ainda no confronto com igual mês do ano anterior; seguido pelo setor produtor de bens de capital, que cresceu 7,6% - em ambos os casos o crescimento foi superior à média nacional de 4% para o total da indústria nesta base de comparação. O crescimento de bens intermediários foi 2,9% e o de bens de consumo semi e não-duráveis de 1,4%.

Segundo o IBGE, ao crescer 20,7%, bens de consumo duráveis registrou no índice mensal de maio a sétima taxa positiva consecutiva nesse tipo de comparação e a mais elevada desde os 23,3% de fevereiro de 2014.

Assim como no indicador livre de influencia sazonal, também no índice com influencia sazonal o setor foi particularmente impulsionado pelos avanços na fabricação de automóveis (35,1%) e de eletrodomésticos da “linha marrom” (26,8%). Vale citar também os resultados positivos dos grupamentos de móveis (4,7%) e de outros eletrodomésticos (2,2%).

Por outro lado, eletrodomésticos da “linha branca” (-4,3%) e motocicletas (-14,8%) apontaram os impactos negativos mais importantes.

Já o avanço de 7,6% na categoria de bens de capital reverteu a queda de 4,7% de abril último, que havia interrompido cinco meses de taxas positivas consecutivas na comparação com igual mês do ano anterior. O segmento foi influenciado pelos avanços observados na maior parte dos seus grupamentos, com destaque para a expansão vinda de bens de capital para equipamentos de transporte, que chegou a crescer 16%.

(Informações da Agência Brasil)

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