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RECURSO

Secretário anuncia R$ 250 mil para feira de economia solidária

Recurso será para a 24ª Feira Internacional do Cooperativismo (Feicoop),em Santa Maria (RS)

9 JUL 2017 - 10h:00Por Redação

O secretário nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho, Natalino Oldakoski, anunciou hoje (7), durante a abertura da 24ª Feira Internacional do Cooperativismo (Feicoop),em Santa Maria (RS), que o governo federal vai investir R$ 250 mil na próxima edição do evento, que completará 25 anos.

“O ministro [do Trabalho] Ronaldo Nogueira me incumbiu de trazer a notícia de que para a feira do ano que vem, o governo federal vai investir R$ 250 mil para que o evento siga a sua trajetória”, disse Oldakoski, que destacou a relevância da Feicoop. “Esta feira representa a concentração da economia solidária na América Latina e concentra vários atores que constroem essa política tão relevante para o desenvolvimento do país.”

O prefeito de Santa Maria, Jorge Pozzobom, disse que todas as secretarias do município estão envolvidas na organização da Feicoop e que o evento não tem caráter político. “Não tem feira de esquerda nem feira de direita. A feira é do povo, daqueles que trabalham.”

Projeto de lei

A deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) também participou da cerimônia e defendeu o Projeto de Lei 4.685/2012, que cria o Sistema Nacional de Economia Solidária, do qual é relatora. Seu parecer, favorável à admissibilidade da proposta, foi apresentado ontem (6) à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.

“A economia solidária no Brasil já movimenta mais de 1% do PIB [Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas no país]. Isso corresponde a quase R$ 6 bilhões anuais. Ela é a forma de inclusão econômica de milhares de brasileiros e brasileiras, tanto em empresas falidas retomadas quanto na agricultura familiar, nas cooperativas de modo geral, e em todas as áreas da economia”, destacou.

Maria do Rosário também afirmou que cabe ao Estado garantir às pessoas que vivem dessa atividade econômica políticas de qualificação profissional e auxílio para o escoamento da produção. “[A economia solidária] é formada por pequenos pedaços, muitas vezes de famílias ou pequenos grupos que se reúnem de forma articulada e solidária, mas que partem praticamente de uma iniciativa individual. A política nacional poderá formalizar, apoiar através do fundo, e isso tem um significado muito importante na vida das pessoas.”

(Informações da Agência Brasil)

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