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INCÊNDIOS

Ações devem intensificar combate às queimadas em MS

Equipes seguem os trabalhos em regiões críticas do Pantanal que passa pela pior seca dos últimos 57 anos

18 SET 2020 - 13h:20Por Thais Cintra/ CBN

O Governo do Estado realizou uma live nesta sexta-feira (18), trazendo atualizações sobre o cenário atual dos biomas atingidos pelas queimadas em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. De acordo com o secretário da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), Jaime Verruck, praticamente os 79 municípios do Estado tiveram focos de incêndio durante o período de seca.

Segundo Verruck, os equipamentos de combate aos incêndios que chegaram em MS nesta semana, seguem para Corumbá, que ainda apresenta um número expressivo de queimadas. Um novo plano de trabalho é realizado pelo governo, com o objetivo de intensificar as ações de brigadistas e bombeiros. Por conta do trabalho das equipes, houve uma redução nos focos.

O secretário também informou que os profissionais que estavam na unidade de conservação de Alcinópolis, se deslocam agora para Costa Rica onde os incêndios também ocorrem. O 6º Distrito Naval continua com efetivo de 162 homens. Ainda contam com 125 militares, 68 do Corpo de Bombeiros e os 15 bombeiros vindos do Paraná.

Para dar suporte no combate às queimadas, 15 máquinas auxiliam os trabalhos. Nesta quinta-feira (17), as equipes combateram o fogo no Porto da Manga, localizado no município de Corumbá. Em relação à cidade, o número de incêndios diminuiu, segundo Verruck. “Isso não significa que a situação está resolvida, temos duas veterinárias em Corumbá para atender animais feridos por conta das queimadas. Nove animais ainda estão CRAS (Centro de Rabilitação de Animais Silvestres)”, confirmou.

Na live também foi destacada a Operação Focus, para identificar como os incêndios nos biomas iniciaram. Uma parceria entre a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul, (Fundect), e a Semagro, será firmada com o compromisso de iniciar pesquisas sobre a restauração florestal do Pantanal. “Se pudermos, vamos criar uma estrutura para levar alimentos como frutas e verduras aos animais que estão em meio às queimadas, além do combate e ações mais intensivas”, pontuou Verruck.

Auxílio dos bombeiros

Segundo o tenente do Corpo de Bombeiros, Coronel Moreira, o balanço dos trabalhos nos incêndios, aponta que em 2020, desde março até setembro houve um recorde na quantidade de incêndios florestais em todo o Estado. “Não teve período de cheias e essa é a pior seca dos últimos 57 anos”, afirmou. Desde o dia 1º de janeiro até agora, seis munícipios do bioma concentram a maior parte dos focos de incêndio no Pantanal de MT e MS, Corumbá está em primeiro lugar.

Ainda segundo Moreira, em agosto e setembro os incêndios se concentraram no lado norte do Pantanal, ou seja, no Estado de Mato Grosso. São 2,916 milhões de hectares queimados até o momento.  A terra indígena de Porto Murtinho, preservada pelos Kadiwéus, também foi gravemente afetada.

No dia 12 de setembro o fogo já havia consumido 60% do parque. “Se não houver intervenção rápida o fogo se propaga mais rápido. Combatemos incêndios na região de Aquidauana, São Gabriel do Oeste e Água Clara durante esses dias”, explicou. Segundo Moreira, é preciso uma sequência de chuvas para amenizar a situação das queimadas, e há ainda a preocupação por conta das chuvas que virão acompanhadas de raios, o que pode ocasionar mais incêndios.

 

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