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Aftosa: Brasil alcança status de livre com vacinação

Todos os estados agora são oficialmente livres da doença

25 MAI 2018 - 10h:11Por Éder Campos

O Brasil recebeu ontem, 24, em Paris, da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) certificado que confere ao Brasil o status de livre da febre aftosa com vacinação. A nova condição sanitária, agora estendida a todos estados, com exceção de Santa Catarina que já era livre sem vacinação. O ministro Blairo Maggi, representante do Brasil no encontro, destacou esforços do governo e da inciativa privada e perspectiva de ampliação de mercados para as carnes bovina e suína.

Segundo o ministro, o Brasil vem numa luta em um programa de erradicação da doença há mais de 60 anos e nos últimos anos fez um esforço muito grande para finalmente resolver o problema.

A partir desse reconhecimento, o Brasil tem novo status no mercado mundial e poderá acessar mercados que ainda estão fechados além de ampliar com outros tipos de carnes principalmente com países asiáticos, entre eles China e Japão.

O Brasil é o maior exportador do mundo de carne bovina e avícola e o quarto em carne suína, mercado que quer aumentar.

Próximo passo desse programa sanitário elaborado pelo Ministério da Agricultura junto com produtores, prevê que até 2023 deverá ser possível cessar a vacinação total no país, iniciando a retirada da vacina contra aftosa já a partir do ano que vem, assim tornando o Brasil livre sem vacinação.

 

Histórico da doença no Brasil

1895 - Primeiro registro oficial de febre aftosa no Brasil na região do Triângulo Mineiro, Minas Gerais, em consequência a importações de animas da Europa;

1909 - Criação do Ministério da Agricultura; 

1950 - Realização da Primeira Conferência Nacional de Febre Aftosa e implantação do Primeiro Programa de Combate à Febre Aftosa implantado no Brasil; 

1951 - Criação do Centro Pan Americano de Febre Aftosa (Panaftosa) sediado no Brasil, em decorrência do reconhecimento da necessidade de ações conjuntas entre os países do Continente americano no combate à doença; 

1963 - O Governo Federal instituiu, no âmbito do Ministério da Agricultura, a Campanha de Combate à Febre Aftosa – CCFA;

1968 -  Criado o Projeto Nacional de Combate à Febre Aftosa dando início ao controle sistemático da doença por meio da implantação de infraestrutura laboratorial, treinamento de pessoal e conscientização dos produtores; 

1972 -  Criada a Comissão Sul-Americana para Luta Contra Febre Aftosa – COSALFA, uma importante estratégia integradora, de gestão e intervenção regional na luta contra a febre aftosa;

1992 -  Implantação do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa, com mudanças importantes nas bases estratégicas do programa, prevendo a ampla participação social, regionalização no combate à doença, vacinação sistemática de bovinos e búfalos e outras medidas; 

1998 -  Primeiro reconhecimento de zona livre de febre aftosa com vacinação, pelo então Escritório Internacional de Epizootias – OIE, envolvendo os estados do Rio Grande Sul, Santa Catarina e Paraná; 

2006 -  Última ocorrência de febre aftosa no Brasil, no Mato Grosso do Sul;

2007 - Reconhecimento internacional da primeira zona livre de febre aftosa sem vacinação, contemplando o estado de Santa Catarina; 

2017 - O Mapa publica o Plano Estratégico do PNEFA, entre suas medidas, prevendo a suspensão completa da vacinação no país e o reconhecimento internacional de país livre de febre aftosa sem vacinação até 2023

Plano Estratégico do PNEFA 2017-2026

O Plano foi elaborado sob a coordenação do MAPA e apresenta-se com o objetivo principal de criar e manter condições sustentáveis para garantir o status de país livre da febre aftosa e ampliar as zonas livres sem vacinação, protegendo o patrimônio pecuário nacional e gerando o máximo de benefícios aos atores envolvidos e à sociedade brasileira.  O Plano foi organizado didaticamente em 16 operações, compostas por 102 ações a serem executadas no período de 10 anos. Para conduzir o processo de transição de status sanitário, de livre com vacinação para livre sem vacinação, as unidades da Federação foram organizadas em cinco blocos. Está prevista uma evolução progressiva das zonas livres sem vacinação em três etapas, iniciando-se em 2019 e finalizando em 2023.

 

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