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Autorizado pela Justiça, Operário redestina verba do Timemania

A partir de agora o Galo vai destinar o dinheiro para quitar, parceladamente, uma dívida total de R$3 milhões

4 SET 2020 - 13h:37Por Isabelly Melo

Um dos mais tradicionais clubes do estado e da capital, o Operário Futebol Clube, conseguiu, após mais de 4 anos, reverter o dinheiro do time mania para a quitação direta de um débito que existe no clube desde 1998.

Segundo o advogado tributarista do Galo, Daniel Pasqualotto, o débito que hoje soma 3 milhões de reais, começou na época dos sorteios de carros que o operário fazia em festas e bingos do clube. “É uma proveniente de imposto de renda de pessoa jurídica retido na fonte, que não foi repassado aos cofres públicos na época em que o Operário fazia pingos, na década de 90”, explica Pasqualotto.

Daniel Pasqualotto Foto: CBN Campo Grande

A dívida oriunda dos impostos retidos era de cerca de R$200 mil, porém, com o passar dos anos os juros e correções monetárias elevaram o valor para a casa dos milhões. O que até então deixava o Operário com o nome negativado, sem conseguir obter documentações necessárias para a sobrevivência do clube.

A saída então foi pedir à Justiça Federal que a parte correspondente ao clube do time mania, sorteio da Caixa Federal, fosse direto para a quitação do valor devido. O que daria ao clube um folego para poder continuar no Profut, que é uma espécie de parcelamento de dívidas/um refis para clubes de futebol.

E após anos esperando um parecer da Justiça Federal sobre essa possibilidade, o Galo finalmente conseguiu, nesta semana, direcionar o valor do time mania para a quitação do débito. Já foram pagos R$112 mil do valor total da dívida, que corresponde ao crédito que o Galo já possuía na Timemania, ou seja, um valor que estava parado, sem uso, e agora foi utilizado para quitar uma parte da dívida.

A partir de agora, todo o valor que o clube receber através do time mania será integralmente direcionado para o pagamento das parcelas restantes da dívida, através do Profut. “O clube deixa de correr o risco de ser excluído novamente (do Profut), pode ir atrás de patrocínios, pode movimentar a sua vida financeira de novo. Ou seja, hoje a situação se regulariza e o Clube já consegue certidões de regularidade fiscal, e para frente a ideia é que isso fique vinculado, para que (o pagamento) seja automático”, finaliza Daniel.

Ouça a matéria na íntegra: 

 

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