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COLUNA MOVER

Capturador de momentos e nômade artístico

A colunista Mel Tamaciro comenta sobre a biografia do fotógrafo Alexis Prappas

14 MAI 2021 - 15h:00Por Melissa Tamaciro

Alexis Prappas

47 Anos de existência como ser humano
27 Anos de existência como fotógrafo

Falar de um ser humano é igual a gente falar de arquitetura.

No geral a gente está muito acostumado a ver o belo dos grandes projetos e reparar menos no cotidiano construído próximo a nós.

É difícil olhar para dentro de casa. Muito de perto a gente olha as fissuras da parede… afinal a gente ta dentro da casa… Mas esse exercício de sentar e escrever pra falar sobre alguém muito perto de vc…. De uma forma que te distancie dessa rotina, faz a gente mesmo se surpreender… contabilizando feitos para colocar na mesa um pouco do que é a biografia do Alexis fotógrafo:

::: São mais de 50 capas de revistas

::: 10.000 imagens publicadas (clicadas seguramente mais de 2 milhões de cliques)

::: Fotografou pra Elle, Veja , Vogue , Exame.

::: Contribuiu para todas as revistas regionais Mood Life, Ímpar, Revista A Gente.

::: Teve a honra de clicar pra uma das últimas edições históricas de aniversário da Playboy, um ensaio belíssimo na época fez com a Tete Trad.

::: Creio que foi o último fotógrafo profissional a capturar Manoel de Barros no ano de 2014

::: Entrou na casa de Ney Matogrosso, Ney Latorraca, fotografou Patrícia Travassos, o chef Olivier Anquier

::: Esteve na ONU pra apresentar o Pantanal em Preto e Branco

E esse mesmo Pantanal ano passado apresentado em cinzas - quando acompanhou de muito perto por terra e por voo - o combate às queimadas, um trabalho junto com o diretor de Giu Gondim e o Instituto do Homem Pantaneiro.

O material foi parar longe, sendo citado pessoalmente por Laurence Wahba (cineasta, documentarista e mergulhador - o brasileiro que mais produziu documentários para a National Geographics).

Alexis Prappas é um capturador de momentos e um nômade artístico dentro da própria fotografia. Porque passeia por diferentes cenários: documental, retrato, moda, natureza, fine arts. Depende muito da sensação do momento para migrar.

E isso tem muito a ver, acredito eu, com o fato de fazer parte de um grupo muito silencioso de artistas que codifica o que sente e o que vê em bites. Não em gritaria. Não em palavras.

Mesmo a gritaria, é silenciosa. E mais poderosa.

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