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EFEITO CORONA

Com baixas nos preços, já é possível encontrar gasolina a R$ 4,29 na Capital

Redução anunciada pela Petrobras deve demorar para chegar em Mato Grosso do Sul, diz Sinpetro

25 MAR 2020 - 20h:26Por Marcus Moura/CBN

Com último corte de 15% no preço da gasolina vendida nas refinarias, a Petrobras já reduziu, desde o início da crise mundial causada pelo novo coronavírus, em 40% o preço do combustível no Brasil. Na Capital, já é possível encontrar a gasolina a R$ 4,299 em postos, porém o valor médio ficou 0,18% mais caro, em comparação com a semana passada, segundo dados da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

O último preço médio da gasolina aferido pela ANP estava em R$ 4,424, agora o valor está em R$ 4,432. O etanol não variou mantendo o valor de R$ 3,524. Já o diesel, ficou 0,9% mais barato saindo de R$ 3,629 para R$ 3,596.

Onde abastecer?

O valor mais em conta da gasolina encontrado na Capital foi o praticado no Auto Posto Yokohama, localizado na rua Yokohama, no Jardim Panamá, a R$ 4,299. Mais caro da cidade, o litro vendido no posto Lopes & Faleiros, na avenida Duque de Caxias, no Jardim Vera Cruz, sai por R$ 4,671. O litro do etanol mais barato encontrado pela ANP foi também no Auto Posto Yokohama a R$ 3,399. Já o mais caro, foi o registrado no Posto Imbirussu, na avenida Marechal Deodoro, no Jardim Leblon, por R$ 3,6980. O diesel mais vantajoso ao motorista foi o encontrado no Posto Jorge Saito, na rua General Alberto Carlos de Mendonça Lima, no jardim Jardim Santa Emília, por R$ 3,419. O mais ‘salgado’ é o comercializado no Auto Posto Tijuca, na rua Solto Maior, na Vila Tijuca, a R$ 3,864.

Mato Grosso do Sul

No Estado, o preço médio da gasolina ficou 0,25% mais barato saindo de R$ 4,735 na semana passada, para R$ 4,723 nesta semana. O etanol também sofreu redução caindo de R$ 3,751 para R$ 3,734 (-0,45%). O diesel teve a maior redução entre os combustíveis. O preço médio do litro que antes era de R$ 3,795 passou para R$ 3,770 (-0,66%).

Queda de 60% no volume de abastecimento

Dados do Sinpetro (Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas de Conveniência de Mato Grosso do Sul) apontam que na última semana houve queda de 60% no volume de abastecimento em Mato Grosso do Sul. De acordo com o diretor-presidente do sindicato, Edson Lazarotto, os cortes promovidos pela Petrobras podem demorar para chegar, já que com poucos motoristas rodando nas ruas, devido a quarentena instalada para prevenção da disseminação do novo coronavírus, o estoque não se renova. “Continuamos atendendo a todos sem parar, mas mesmo assim nosso volume caiu muito. Isso é muito complicado porque temos metas com as distribuidoras, salários de funcionários. Os donos de postos não conseguem renovar o estoque com a mesma frequência que antes da crise. Mas esperamos que este cenário volte a mudar logo”, explica.

'Esperamos que chegue ao consumidor'

Logo após anunciar a redução de mais 15% no preço da gasolina, a Petrobras soltou nota dizendo: “A Petrobras espera que este movimento nos preços se reflita, no curto prazo, na redução do preço final cobrado ao consumidor”. Entretanto, como explicado por Lazarotto, o repasse dos ajustes não dependem apenas da Petrobras e sim uma série de fatores, como: consumo de estoques, impostos, margens de distribuição e revenda e mistura de biocombustíveis.

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