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VIAGEM DE SABORES

Conheça o Tacacá de Santarém

O líquido advém da mandioca que antes do cozimento é venenoso, mas depois é levemente fermentado e fervido

29 OUT 2020 - 09h:30Por Paulo Machado/Isabelly Melo

Olá ouvintes da CBN Campo Grande, hoje estou em Santarém, um dos polos urbanos mais importantes da nossa região Norte do Brasil, fundada como aldeamento em 1661. Aqui pertinho, há cerca de 37 quilômetros, localizado na margem direita do Rio Tapajós, tem o distrito de Alter do Chão. Um verdadeiro paraíso, considerado por muitos viajantes o Caribe brasileiro de água doce. Um destino muito procurado pra quem gosta de praias de rio, paisagens incríveis e um distanciamento de lugares turísticos abarrotados.

Quanto a gastronomia, a marca desta região é de uma cozinha que nos liga a ancestralidade dos sabores indígenas primordiais da cozinha brasileira com o traço português marcado pelo uso do alho, refogados e do camarão seco. É o caso do Tacacá em Santarém.

Consumido nas tardes bonitas de pôr-do-sol no centro da cidade em frente ao rio, ou também em restaurantes locais e no mercado municipal. O líquido advém da mandioca, extraído da mandioca brava, que antes do cozimento é venenoso, mas depois é levemente fermentado e fervido. Daí se transforma no saboroso e único Tucupi.

Aqui em Santarém o líquido é oferecido mais doce, como grande parte dos paraenses de Belém mais gostam, ou azedo (mais ácido, comum em algumas regiões amazônicas), e ainda o misto, que é o resultado da mistura dos dois sabores.

Fiz um vídeo muito legal no meu Instagram @chefpaulomachado, vai lá, caso você queira continuar se aventurando por essa viagem de sabores e entenda nuances do sabor de uma das preparações mais aclamadas da Amazônia. Afinal, o tacacá é Tucupi na veia! Apure os sentidos e bom apetite.

 

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