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Copa do Mundo começa na próxima quinta-feira com uma atração especial, o árbitro de vídeo

O uso do VAR na Copa de 2018 será referência para o mundo do futebol

6 JUN 2018 - 09h:14Por Paulo Nonato de Souza/CBN

A Copa do Mundo de 2018, na Rússia, vai começar na próxima quinta-feira, dia 14, e será a primeira da história da competição da Fifa a adotar o sistema de árbitro de vídeo, o VAR (Vídeo Assistant Referee), na sigla em inglês. 


A novidade na história da Copa do Mundo, uma competição criada na França em 1928, promete não passar despercebida ao longo da competição na Rússia, entre 14 de junho e 15 de julho. Ao contrário disso, será protagonista tanto quanto os jogadores, e o que se percebe é que há um misto de expectativa e curiosidade sobre como a tecnologia adotada pela Fifa vai funcionar nos 64 jogos do Mundial de 2018.


O que se imagina é que o uso do VAR na Copa do Mundo de 2018 vai servir de referência para o mundo do futebol, qualquer que seja o saldo ao final da competição em 15 de julho, se sucesso ou fracasso.


Não há promessa de que o uso de tecnologia elimine completamente os erros da arbitragem, mas há expectativa de redução. Com base nos testes que começou a realizar a partir de setembro de 2016, incluindo a Copa das Confederações disputada em 2017, a Fifa assegura que sem o VAR um árbitro comete um erro grave a cada três jogos, e com o VAR o erro importante acontece a cada 19 jogos.


Para o ex-árbitro sul-mato-grossense, Getúlio Barbosa, Aspirante do quadro de árbitros da Fifa entre 1991 e 1996, que se tornou árbitro em 1982 e atuou por gramados de todo o Brasil até 2001, não adianta o torcedor achar que o uso da tecnologia vai proporcionar erro zero. “Isso é praticamente impossível, mas que vai minimizar os erros, isso vai”, ressaltou ele.

Em seu site oficial a Fifa tem uma página especial (https://bit.ly/2HTxIFo) onde apresenta didaticamente o funcionamento do VAR, inclusive com 5 pontos que considera essenciais sobre o sistema:


1 – Haverá o apoio de uma equipe de árbitros assistentes nas 64 partidas. A equipe será composta  de um árbitro de vídeo e três assistentes de vídeo (AVAR1, AVAR2 e AVAR3). Eles terão de imediato imagens selecionadas por quatro operadores de vídeo com os melhores ângulos de câmera, dois deles pré-selecionam os ângulos de câmera mais prováveis, enquanto os outros dois fornecem os ângulos finais escolhidos pelo VAR e o AVAR2 para cada incidente verificado ou revisado.


2 - A equipe de árbitros assistentes de vídeo ficará localizada em uma sala de operação localizada no ICB (International Broadcast Centre) em Moscou. Todos os feeds (atualizações) de câmera relevantes nos 12 estádios chegarão ao VOR (Sala de Operação de Vídeo) por uma rede de fibra ótica. O árbitro no campo em cada estádio conversará com a equipe VAR na sala de operação por meio de um sofisticado sistema de rádio ligado a fibra.
 

3 - A equipe de árbitros assistentes de vídeo terá acesso a todas as 33 câmeras de transmissão relevantes e duas câmeras exclusivas para lances de impedimento, disponíveis apenas para a equipe de árbitros assistentes de vídeo. Além disso, serão oito câmeras de super slow-motion (câmera lenta) e seis de ultra-slow-motion.
     

4 - O assistente de vídeo não tomará nenhuma decisão. Seu papel será dar apoio ao árbitro no processo de tomada de decisão e a decisão final só pode ser tomada pelo árbitro central em apenas quatro situações que podem mudar o jogo:


1 – Situações de gol
2 – Marcação de penalidade máxima
3 – Lance de cartão vermelho
4 – Identificação de jogadores em campo


5 - Os torcedores no estádio e os que estejam acompanhando a partida pela televisão serão informados sobre o processo de revisão por emissoras de TV, comentaristas e infotenimento, um neologismo da soma das palavras informação e entretenimento. 


De acordo com o sistema de informações adotado pela Fifa, para cada partida um membro da equipe da entidade informará as emissoras, comentaristas e infotenimento sobre as diferentes etapas do processo de análise, incluindo informações do motivo da revisão e o resultado da revisão, por meio de uma rede comanda via tablet (computador portátil).


O membro da Fifa que vai operar o tablet estará localizada na sala de operação de vídeo com acesso ao áudio do sistema de comunicação do árbitro, bem como aos ângulos de câmera que o VAR estará analisando. O sistema de informações do VAR também será usado para criar automaticamente modelos gráficos específicos para a TV e para o telão do estádio.

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