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MELHORA NO DESEMPENHO

Empreender gera crescimento de 21% na informalidade

Dados são da pesquisa realizada pelo Sebrae/MS, que indicou melhor patamar para o setor, desde o início da pandemia

14 MAI 2021 - 09h:00Por Thais Cintra

Em razão dos impactos econômicos da pandemia de Covid-19, o empreendedorismo avançou neste ano no estado.  O que comprova este resultado, é a 5ª edição do estudo Impactos do Coronavírus sobre o Comércio de Bens e Serviços de Mato Grosso do Sul, realizado pelo Sebrae/MS. Segundo o estudo, o empreendedorismo atingiu o maior patamar desde o início da pandemia, com um crescimento de 5% para a categoria formal e de 21% para a informal neste mês de maio.

A análise realizada em parceria com Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio-MS (IPF-MS), com o apoio do Sindivarejo Campo Grande, pontua que o resultado demonstra uma escalada do empreendedorismo por necessidade, como destaca a analista-técnica do Sebrae/MS, Vanessa Schmidt.  “Para muitas pessoas que perderam seus empregos, ou que estavam trabalhando como informais, o empreendedorismo veio como uma opção forte de manutenção e recuperação da renda, nesse cenário incerto da pandemia”, explicou.

Em meio a esse cenário de empreendedorismo, a pesquisa aponta ainda uma tendência dos empresários em demitirem menos nos próximos três meses. Conforme o estudo, o acesso ao crédito e a utilização de estratégias para a atratividade de consumidores foram fatores que podem ter contribuído para essa perspectiva.

Além disso, os principais mecanismos de retomada da economia foram a vacinação (20%), o acesso ao crédito (16%), normalidade (15%), divulgação e vendas on-line (13%) e redução tributária e desburocratização (11%).

Otimismo no segmento empresarial

Para mitigar os efeitos econômicos da pandemia, os empresários adotaram diferentes estratégias visando manter as vendas e adequar-se ao novo cenário, com a implementação de medidas de redução de custos (44%), a obrigatoriedade do uso de máscaras (34%), o controle da lotação (25%), adequações na estrutura física (24%) e o atendimento agendado (10%).

Os empresários também estão com uma perspectiva mais positiva para este ano – a maioria (48%) está otimista e, o início da campanha de vacinação é apontado como um dos principais fatores. Os empreendedores mais confiantes com a medida de saúde estão na região do Pantanal (80%), seguidos pelos da região Leste (75%), Sudoeste (71%) e Centro-Norte (62%). Em todo o Estado, 69% dos empresários estão animados com a imunização da população.

A economista do Instituto de Pesquisa da Fecomércio-MS, Daniela Dias, reforça que ainda há quedas de faturamento em alguns segmentos, mas outros que estão despontando. “Com o início da vacinação, percebemos um clima de otimismo bem maior. E esse otimismo todo consegue influenciar de certa forma as tomadas de decisões e as questões relacionadas às intenções de consumo”, ressaltou.

Mudanças de hábito nos consumidores

O estudo também aponta mudanças de hábitos entre os consumidores sul-mato-grossenses em decorrência da pandemia, principalmente em relação à saúde física e mental: 38% da população passou a se alimentar melhor; 27% passou a praticar mais exercícios físicos; 26% ficou com problemas psicológicos/emocionais; 23% ficou mais ociosa e 17% passou a consumir suplementos e/ou vitaminas.

“A pandemia continua trazendo os seus reflexos negativos para a vida das pessoas e os negócios, mas não podemos olhar apenas para este ponto de vista, justamente porque tivemos diversas alterações comportamentais que foram consideradas positivas, e também um período de aprendizagem que deve ser considerado no pós-pandemia. Temos um percentual maior de pessoas praticando exercícios físicos, tendo uma alimentação considerada mais saudável”, destaca a economista do IPF-MS, Daniela Dias.

Os consumidores também apontaram preferências no momento das compras: 73% preferem comprar presencialmente de uma loja física, 20% preferem os canais virtuais, 17% preferem comprar de pequenas empresas para evitar aglomeração, 15% preferem compras de empresas próximas de casa para evitar aglomerações e 13% comprariam vouchers, com preços especiais, das empresas que já são clientes.

Sobre a pesquisa

O estudo Impactos do Coronavírus sobre o Comércio de Bens e Serviços de Mato Grosso do Sul ouviu 1.696 consumidores entre os dias 30 de março a 15 de abril de 2021, com 95% de nível de confiança e 3% de margem de erro. Também foram entrevistados 103 empresários entre 26 de abril a 05 de maio, com 95% de nível de confiança e 8% de margem de erro.

A pesquisa contemplou a participação de 18 municípios de MS: Amambai, Aquidauana, Bandeirantes, Bonito, Campo Grande, Chapadão do Sul, Corumbá, Costa Rica, Dourados, Ivinhema, Jardim, Maracaju, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã, São Gabriel do Oeste, Três Lagoas. O levantamento completo está disponível no DataSebrae.

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