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Gasolina e energia pesam no bolso e inflação sobe na Capital

Índice de preços foi puxado por itens como aumento de combustíveis

10 JUN 2021 - 10h:30Por Rosana Siqueira

Campo Grande teve a 5ª maior inflação do Brasil com índice de 0,97% no mês passado. A taxa é superior a abril quando o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) estava em 0,46%. No ano a inflação ficou acumulada em 3,90% e 12 meses atinge 10,91%.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete apresentaram alta em maio. O maior impacto e a maior variação (3,64%) vieram da Habitação, que acelerou em relação a abril (0,13%). A segunda maior contribuição veio dos Transportes, cujos preços subiram 1,29% em maio, após o avançarem 0,11% em abril.

Na sequência, vieram Vestuário (1,28%) e Artigos de residência (0,45%). No lado das quedas, Alimentação e bebidas (-0,04%) e Comunicação (-0,21%) foram os dois únicos recuos. Os demais grupos variaram entre 0,20% (Despesas pessoais) e 0,40% (Saúde e cuidados pessoais).

A alta do grupo Habitação (3,64%) deve-se, principalmente, ao resultado da energia elétrica (10,27%), o maior impacto dentre os grupos. Em maio, passou a vigorar a bandeira tarifária vermelha patamar 1, que acrescenta R$ 4,169 na conta de luz a cada 100 quilowatts-hora consumidos. Vale lembrar que, entre janeiro e abril, estava em vigor a bandeira amarela, cujo acréscimo é menor (R$ 1,343).

Além disso, no final de abril, ocorreram reajustes em diversas regiões de abrangência do índice. Em comparação com outras regiões temos que o reajuste em Campo Grande é o terceiro maior. Outra coisa que pegou forte foi o reajuste de aluguel de 37% no mês de maio.

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