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ECONOMIA

Índice de endividamento apresenta queda acima de 4%

Janeiro apresentou menor índice desde abril de 2020

23 FEV 2021 - 07h:59Por Isabelly Melo

Desenvolvida pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, aponta que o índice de famílias endividadas em janeiro de 2021 (57,8%) está abaixo do patamar do mesmo período do ano passado (61%), chegando a ser o menor índice apresentado desde abril de 2020.

Conforme os dados da pesquisa, 57,8% dos campo-grandenses disseram ter compromissos como cheques pré-datados, cartões de crédito, carnês de lojas, empréstimo pessoal, prestações de carro e seguros, inflexão que vai na contramão do País, onde o índice cresceu e atingiu 66%.

Daniela Dias, economista Fecomércio MS

De acordo com a economista da Fecomércio MS, Daniela Dias, uma das justificativas é o efeito da pandemia, em que muitas pessoas passaram a evitar dívidas de longo prazo, devido às incertezas do futuro.

“Quando a gente compara o cenário de Campo Grande a média nacional, percebemos que essa cautela das famílias campo-grandenses e até mesmo a busca por um equilíbrio financeiro, está um pouco mais significativo para a capital. Mais importante que a parte de endividamento é observar que as contas em atraso e o número de pessoas que estão inadimplentes teve uma redução. Então podemos dizer que os campo-grandenses estão um pouco mais cautelosos e esse comportamento se deve sem dúvida nenhuma aos efeitos da pandemia”, explicou Daniela.

O índice de famílias que informam ter contas em atraso recuou de 34,9% a 32,9% de dezembro para janeiro, juntamente com uma ligeira redução nos que informam que não terão condições de arcar com as dívidas, de 14,5% em 2020 para 11% neste ano.

O que não mudou foi a relação com o cartão de crédito, que segue como o principal meio de endividamento, 77,8%, seguido dos carnês, 27,8%. Já os financiamentos de carros representam 14,6% e o financiamento de casa 13,4%.

Segundo a economista, a perspectiva para os próximos meses segue com ênfase na cautela, mesmo com o possível aumento no número de pessoas vacinadas contra a covid-19. Contudo, Daniela Dias enfatiza que esses números revelam a necessidade de manter uma vida financeira equilibrada.

“As pessoas percebem que precisam ter um equilíbrio financeiro nas finanças, até porque o período de recuperação da economia ainda sofrerá uma longa trajetória, então nós temos um caminho bem longo pela frente. Muitos dos comportamentos que foram adotados durante a pandemia devem permanecer também no pós pandemia”, disse a economista.

 

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