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DIA DAS MÃES NA PANDEMIA

Mães da linha de frente do Hospital Regional recebem cartinhas de alunos do SESI

FIEMS coordenou a entrega de cartas que ocorreu na manhã deste sábado (08)

8 MAI 2021 - 11h:16Por Isabelly Melo

Em comemoração ao dia das mães, na manhã deste sábado (08), a FIEMS (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul) realizou a entrega de cartas feitas por alunos das escolas do SESI, as mães que atuam em hospitais sul-mato-grossenses que tratam pacientes da covid-19.

O ato simbólico e cheio de emoção, teve início às 8h no Hospital Regional, em Campo Grande. Todas as sete unidades escolares do SESI irão realizar a entrega em hospitais, afim de levar uma mensagem de conforto, carinho e agradecimento as mulheres que estão na linha de frente no combate ao coronavírus e terão de passar o dia das mães longe dos filhos. Ao todo, mais de 700 cartinhas foram escritas para homenagear as profissionais de diversas áreas, que atuam nos hospitais de tratamento da covid-19.

Conforme dados da OMS (Organização Mundial de Saúde), as mulheres representam 80% da força de trabalho na saúde. A técnica em enfermagem, Milena Eineche, faz parte dessa estatística, que revela a importância das profissionais mulheres do tratamento e combate a covid-19.

De plantão no domingo (09), a mãe e avó ficará longe dos filhos no dia das mães deste ano, em entrevista à CBN Campo Grande, revelou que, como os filhos já são “grandes”, vai sentir mais falta dos netinhos, mas que se sente feliz em poder ajudar outras famílias.

Milena Eineche, técnica em enfermagem do HR, ficou emocionada ao ler a cartinha

“É lógico que você quer ficar na sua casa, confraternizar com os seus, mas no fundo você fica confortável e feliz porque você também vai estar dando conforto para outros que vão vir até você. Então, isso balanceia, dá aquele conforto. Aquilo que eu possa doar, de amor, de carinho, de atenção para uma pessoa, mesmo que for passar a mão nas costas de alguém, para mim já é maravilhoso”, disse Milena.

Ao ler uma das cartinhas escrita pelos alunos do SESI, de 9 a 17 anos, a técnica em enfermagem se emocionou bastante. Com os olhos vermelhos e marejados, disse que é como sentir um abraço de mãe, repleto de amor. “A hora que eu li a cartinha eu já comecei a chorar. É muito emocionante. Senti assim, como se fosse um abraço de mãe, foi um bálsamo para o coração, assim como aliviar um pouco a dor.  A gente não discuti o abraço de mãe. A gente sabe que é um abraço de amor”, contou emocionada.

A semente plantada no coração de Milena, gerou a vontade de espalhar o amor que ela sentiu por todo o hospital, para que todas as colegas de trabalho sintam o conforto e amor que só uma mãe pode proporcionar.

Gerente de Unidade do SESI, Arison Todescato

“Você pensa em todas as outras mães, que se foram ou que estão em suas casas sem os seus filhos. Aí o que você leu aqui, você quer falar para todas. Você quer sair dentro do hospital, em cada ala, lendo essa cartinha. Para elas sentirem também esse abraço gostoso, abraço das mães delas, dos filhos delas, do esposo, de quem quer que não esteja mais presente, para sentir esse conforto, esse acalento no coração”, desabafou.

A ideia das cartinhas mobilizou todas unidades escolares do SESI no Estado, desde os alunos até os pais, como relevou o gerente de unidade, Arison Todescato Menezes, “Essa ação gerou um engajamento de todos, quando a gente divulgou isso nas escolas, todos se comprometeram e envolveram na ação. Foi a oportunidade de trazer um pouco de amor, carinho, e demonstrar a admiração que a gente tem por essas mães que estão na linha de frente do combate ao covid. Principalmente nessa data tão especial”.

Jéssika Carrijo com algumas das cartinhas entregues para as mães

A estagiara em pedagogia, Jéssika do Nascimento Carrijo, de 28 anos, faz parte da equipe da biblioteca do SESI de Campo Grande, e acompanhou de perto o desenvolvimento da ação. Para ela, mais que apenas escrever uma carta, os alunos se colocaram no lugar dessas mães e dos filhos que ficarão sem ela no dia nove, criando um forte laço de gratidão e carinho.

“Foi uma cartinha mais linda que a outra, eles tem bastante consciência do que está acontecendo, a importância dessas mães guerreiras que estão na linha de frente. Então os alunos ficarão bem contentes, os pais trouxeram as cartinhas, porque eles estão em aulas remotas, e super contestes falando “nossa, aqui, meu filho escreveu”, então assim, foi uma ação que os deixou bastante empolgados”.

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