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ANÁLISE

Mato Grosso do Sul evoluiu apesar da crise, afirma Reinaldo Azambuja

Governador fala de crescimento do Estado, critica governo federal e afirma que sua candidatura à reeleição depende do PSDB

24 FEV 2018 - 08h:28Por Lucas Mamédio

Durante entrevista concedida à Rádio CBN Campo Grande 93,7 MHz,  na manhã desta quinta-feira (22), o governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), falou sobre seus três anos de governo e também já deu mostras de como será sua conduta no ano eleitoral de 2018.
A CBN é emissora integrante do Grupo RCN de Comunicação.

O governador reiterou o discurso de que não adianta intervenção federal no Rio de Janeiro - decretada pelo presidente Michel Temer, na semana passada, e aprovada pelo Congresso Nacional, esta semana - se o governo federal não olhar para suas fronteiras. “O governo federal é omisso com as fronteiras. Em qualquer país do mundo, quem faz a segurança das fronteiras é a União. Está de parabéns o presidente pela intervenção no Rio de Janeiro, embora eu tenha pena daquela população. Mas vai resolver o problema do Rio de Janeiro se não cercar armas e drogas que chegam pela fronteira, principalmente, do Paraguai e da Bolívia? Somos um corredor. Se não blindar as fronteiras vamos ter uma guerra,” afirmou Reinaldo.

Sobre a economia de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja também defendeu seus três anos de gestão reafirmando que governou na crise. “Até 2014 tínhamos um Brasil que vendeu sonhos, ilusões e acabou levando a esse descontrole das contas públicas que levou à maior crise que o Brasil vivenciou. Com isso, o grande desafio é governar na crise e fazer um planejamento para continuar fazendo as entregas para a população”. 

ELEIÇÕES
Perguntado sobre o “convite” do ex-governador e pré-candidato André Puccinelli, feito durante entrevista à CBN Campo Grande, no dia 8 de fevereiro, para compor uma “chapa dos sonhos” em que ele sairia como candidato a senador, o governador respondeu: “Ele quer moleza e ganhar por W.O. Tira o Odilon (PDT), tira o Reinaldo, fica só eu [André] aqui como opção. Aí não é legítimo”, afirmou.

Ainda sobre as eleições, Azambuja não deixou claro se será candidato à reeleição, mas deu pistas importantes. “Ninguém é candidato de si mesmo. Uma reeleição depende de aliados, dos seguimentos organizados da sociedade, mas eu tenho sido procurado para ser candidato [...] a decisão vai ser tomada dentro do partido, com os aliados.”

 

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