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BANDEIRA CINZA

MS adia fechamento das atividades não essenciais para domingo (13)

Municípios pediram mais tempo para se organizarem e prazo de 48 horas foi concedido. Medidas entrariam em vigor nesta sexta (11).

11 JUN 2021 - 12h:30Por Loraine França

Mais da metade dos municípios de Mato Grosso do Sul terá que fechar as atividades não essenciais pelos próximos 14 dias. O governo estadual publicou decreto na quinta-feira (10), que determina a medida, depois de divulgar novo mapa do programa que avalia indicadores municipais de avanço da pandemia de covid-19.

As regras, que entrariam em vigor na sexta-feira (11), passam a valer a partir do domingo (13). A prorrogação veio depois de pedido da Assomassul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), que argumentou sobre o tempo curto para que os gestores se preparassem para o fechamento.

Dos 79 municípios, 43 estão na bandeira cinza, de grau extremo de contágio pelo novo coronavírus, incluindo Campo Grande, Três Lagoas e Dourados. É o pior mapa que Mato Grosso do Sul já teve na pandemia. O máximo de municípios que o estado chegou a ter na bandeira cinza não passa de três.

Medidas mais rigorosas já vinham sendo defendidas pelas autoridades de saúde, inclusive pelo secretário de Saúde, Geraldo Resende, que pediu colaboração da população para reverter o caótico cenário estadual. “Temos que ter um mutirão daqueles que dão valor à vida e entendem que, nesse momento, uma contribuição mínima precisa ser dada para evitar os prantos que estão na casa de milhares de sul-mato-grossense”.

De acordo com o decreto, as medidas devem vigorar pelos próximos quatorze dias, até o dia 24 de junho. Poderão funcionar apenas as atividades essenciais, como serviços de saúde, alimentação por delivery e postos de combustíveis. O governo estadual disse que avaliou a classificação dos municípios levando em consideração a situação da sobrecarga no sistema de saúde. A taxa de ocupação de leitos de uti está em 100% e mesmo transferindo quase trinta pacientes para São Paulo, Porto Velho e São Bernardo do Campo, a fila de pessoas a espera por vaga de UTI cresce diariamente no estado.

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