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CAMPO GRANDE

Mulheres enfrentam desigualdade nos 3 poderes públicos do Estado

Em nenhum caso, representatividade feminina ultrapassa a 35%; no Senado, há apenas uma mulher nas três vagas do Estado

10 MAR 2018 - 09h:17Por Lucas Mamédio

Os Poderes constituídos - Executivo, Legislativo e Judiciário - são ou deveriam ser, em certa medida, reflexo da sociedade em que estão estabelecidos. De acordo com o último senso do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2010, as mulheres eram 50,2% da população sul-mato-grossense. Por essa lógica, o Estado deveria ter a  metade dos cargos públicos ocupados por mulheres.
Mas, essa lógica é invertida. Na Câmara de Campo Grande, dos 29 vereadores, há apenas duas mulheres (6,8%). No Estado há 108 mulheres (13,1%) entre 823 vereadores. “Enquanto houver essa sub-representação de mulheres no poder, nós não podemos falar em igualdade”, afirma a subsecretária de Políticas para Mulheres de Campo Grande, Carla Stephanini, que também já foi vereadora na capital.
A Assembleia Legislativa e a bancada federal de Mato Grosso do Sul, No Congresso, padecem da mesma falta de representatividade feminina. Dos 24 deputados estaduais, há apenas três mulheres (12,5%) e dos oito deputados federais, há uma mulher. Mesmo número no Senado Federal, entre três vagas oferecidas. “Embora seja a nona economia do mundo, o Brasil perde no quesito representatividade da mulher no Parlamento”, aponta a deputada estadual Mara Caseiro (PSDB).
No Poder Executivo, a situação é parecida. Seis mulheres (7,5%) estão à frente das prefeituras entre as 79 cidades do Estado, que tem uma vice-governadora, 16 vices-prefeitas, incluindo a de Campo Grande. Em janeiro de 2018, pela primeira vez na história, havia uma mulher - Rose Modesto (PSDB) - comandando o Estado, e outra - Adriane Lopes (PEN) a Prefeitura de Campo Grande, durante férias dos titulares.
No Poder Judiciário, apenas duas mulheres (5,7%) integram um colegiado de 35 desembargadores. Entres juízes de 1° grau há 54 magistradas (30%) num total de 180.
Já o Ministério Público Estadual possui 219 Membros ativos, sendo procuradores e promotores de Justiça. Deste total, 75 são mulheres. O MPE afirma que houve aumento no número de mulheres membros e servidoras. De acordo com o setor de Recursos Humanos da Instituição, a participação feminina tem aumentado gradativamente e hoje as mulheres ocupam 52% do total de servidores do órgão.

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