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CAMPO GRANDE

Oposição e partidos de centro vencem 'queda de braço' sobre governistas

Votação da reforma da Previdência é adiada mais uma vez e mudanças no texto fazem parte das exigências dos opositores  

21 ABR 2019 - 11h:28Por Márcia Paravizzi

A votação do projeto de reforma da Previdência foi adiada na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara devido à pressão de deputados do centrão e da oposição por mudanças no texto. Com isso, a expectativa do governo de aprovar a reforma nesta quarta-feira (17) foi derrotada e a votação adiada para a próxima semana. Nesta quarta-feira (17), governistas estavam confiantes porque  o presidente  da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tomou a frente na articulação pela aprovação do texto. 

Diante das manobras e resistência do centrão e de opositores, o deputado Marcelo Freitas (PSL-MG), relator da reforma na comissão, negocia um novo texto sobre o projeto, que deve trazer alterações.

Os deputados de partidos de centro disseram ao relator e ao secretário especial de Previdência, Rogério Marinho, que, caso o relatório não seja alterado, eles irão trabalhar  com os opositores  para a aprovação de um  texto em separado.

“Foi levantada a necessidade de separar o texto em alguns pontos.  Ponderamos  ao relator quais seriam esses pontos. O relator, com boa vontade, disse que ia fazer avaliação acerca desses pontos.

A partir daí, viu-se a necessidade de pedir tempo para construir texto para ser aprovado aqui na CCJ”, disse o líder da Maioria na Câmara, Aguinaldo Ribeiro. “O texto, como estava, não contava com disposição para ser aprovado na CCJ”, completou.

Marcelo Freitas, deve se reunir com parlamentares e líderes partidários para analisar eventuais mudanças em seu parecer. 
Foram apresentados 13 votos em separado, em contraponto ao parecer apresentado no dia 9.

Um pouco antes do término da sessão, o deputado, Fábio Trad (PSD), membro titular do colegiado, falou com a reportagem sobre a reunião: “o clima está tenso, dificilmente vamos votar o relatório hoje. Espero estar errado. Os opositores da reforma estão dispostos a um vale tudo para impedir a votação da CCJ”, afirmou.

Para Trad, a oposição usou todos os recursos para “atrapalhar” a votação. “A oposição à reforma está montando uma estratégia psicológica para tumultuar os trabalhos e instabilizar o clima emocional da maioria dos parlamentares que querem decidir’, reiterou.

O texto da reforma vem sendo discutido na CCJ há três semanas sem consenso.

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