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CAMPO GRANDE

PF investiga fraude em licitações em hospitais públicos da Capital

Ação dos criminosos causou prejuízos de mais de R$ 3 milhões, segundo investigação

25 JAN 2018 - 09h:33Por Luis Vilela com assessoria

A PF (Polícia Federal) e a CGU (Controladoria Geral da União) deflagraram, nesta quinta-feira (25), a “Operação Again”, que investiga a atuação de organização criminosa destinada a fraudar licitações realizadas pelos Hospitais Universitário e Regional de Campo Grande.

Segundo a PF, o esquema criminoso fraudava licitações causando sobrepreço nos produtos adquiridos e, portanto, prejuízo ao Estado. “Existem indícios de que os integrantes da organização criminosa desviavam os materiais adquiridos, com o fim de atender a população, para serem utilizados em clínicas particulares, recebiam produtos com prazo de validade e qualidade inferiores ao previsto nos contratos e buscavam dificultar as fiscalizações da Controladoria Geral da União”, informou a PF em nota.

A atividade criminosa contava com o envolvimento de servidores públicos que recebiam vantagens ilícitas das empresas envolvidas no esquema de fraude a licitações, com ênfase no setor de hemodinâmica (método diagnóstico e terapêutico que usa técnicas invasivas para obtenção de dados acerca de cardiopatias). As propinas pagas eram dissimuladas de diversas formas, tais como pagamentos de viagens e transferências de veículos de alto valor.

A Organização Criminosa desarticulada causou um prejuízo de aproximadamente R$ 3,2 milhões em desvios de verbas públicas, em um universo de R$ 6 milhões analisados nos contratos.

A investigação recebeu o nome de “Operação Again”, em alusão ao fato de se tratar de metodologia criminosa semelhante àquela que restou desarticulada pela “Operação Sangue Fria”, deflagrada em 19 de março de2013, contudo, com novos integrantes do esquema.

Na deflagração estão sendo cumpridos 20 Mandados de Busca e Apreensão nas cidades de Campo Grande, Dourados e Belém (PA), com a participação de aproximadamente 100 Policiais Federais e servidores da CGU. Dos investigados, dois tiveram decretada a medida cautelar de colocação de tornozeleira eletrônica.

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