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CAPTARE E PLANUM

Polícias Civil e Federal realizam operações contra o tráfico em MS

Outros cinco estados também tem alvos de prisão preventiva, além de busca e apreensão

29 NOV 2018 - 08h:37Por Kleber Clajus

Duas operações simultâneas, nesta quinta-feira (29), buscam desarticular bases logísticas do tráfico de drogas em Mato Grosso do Sul. Policiais civis e federais cumprem mandados de prisão preventiva, além de busca e apreensão ainda nos estados de Goiás, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. 

Coordenada pela Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE) de Mato Grosso, a Operação Captare foca organização criminosa que utilizava veículos para transporte interestadual de maconha enviada da região da fronteira sul-mato-grossense para abastecer pontos de venda de drogas em Cuiabá e Várzea Grande.

Em quatro meses, os investigadores apreenderam 2,5 toneladas do entorpecente e seis veículos. Na operação, com referência a obra literária sobre uma casta de anjos que caçam seus inimigos, são cumpridos 28 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão. Campo Grande, Dourados e Coxim tiveram um pedido de prisão decretada.

Houve suporte durante a operação de equipes sul-mato-grossense da Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar), do Serviço de Investigação Geral (SIG) de Dourados e da Delegacia de Polícia Civil de Coxim.

Na Operação Planum, da Polícia Federal do Rio Grande do Sul, além do tráfico de drogas são combatidos crimes de lavagem de dinheiro e contra o sistema financeiro nacional. Há o cumprimento de 23 mandados de prisão, 40 de busca e apreensão, bem como sequestro e bloqueio de bens superiores a R$ 25 milhões. As transações financeiras, de R$ 1,4 bilhão nos últimos três anos, ocorriam por meio de doleiros, 90 empresas de fachada e 70 pessoas empregadas como "laranjas".

Foram confirmados pela Polícia Federal o cumprimento de seis buscas e apreensões em Campo Grande, uma em Fátima do Sul e outra na cidade de Caarapó. Não houve confirmação sobre prisões no Estado. Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Goiás também são alvo da operação.

Instaurado em junho do ano passado, inquérito apurou que aviões partiam de Mato Grosso do Sul para serem abastecidos com uma média de 500 quilos de cocaína na Bolívia seguindo, na sequência, para pistas clandestinas em fazendas da organização criminosa em solo gaúcho. O entorpecente, então, era transportado por via terrestre e armazenado para despacho em portos brasileiros rumo ao mercado europeu.

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