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Projeções indicam o pico da pandemia no Estado por volta do dia 8 de agosto

Modelos matemáticos indicam estar próximo o ponto mais crítico de contaminações em Mato Grosso do Sul

2 AGO 2020 - 13h:00Por Ginez César

Nos últimos quatro meses temos nos acostumado, infelizmente, com os balanços, dados, gráficos, médias e informações sobre a Covid-19. Existe então uma tentativa de entender não só os casos, mas também a evolução da doença, seja no Brasil, Mato Grosso do Sul ou em Campo Grande. Um trabalho que é feito em conjunto por dois professores e pesquisadores na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, o Erlandison Saraiva e o Leandro Sauer, procura entender melhor o cenário futuro da doença. Com base nos dados divulgados diariamente, os professores vão fazendo projeções matemáticas, com base nos registros divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde.

Os pesquisadores compilam os dados e formatam uma situação numérica que nos permite a entender um pouco melhor a evolução da doença no Estado. O professor Leandro Sauer, com dados atualizados ala sobre esse trabalho

Professor, nós temos um relatório atualizando os números. Este é um relatório bastante amplo, mas é importante destacar, com base nas conclusões, o comportamento do gráfico de casos registrado ainda está em crescimento, tanto no Estado, quanto na Capital, certo?
Leandro Sauer - Isso mesmo. Eu separei, na verdade, em mais ou menos dois grandes grupos. Temos algumas coisas preocupantes e temos algumas coisas que nos alegram e alentam. O comportamento ainda é explosivo, tanto no Estado quanto na Capital. Em 25 de julho nós tínhamos em Mato Grosso do Sul, em torno de 21.965 casos e em Campo Grande 8.883.
As projeções para o dia 31 de julho, para o final deste mês é de 25 mil casos em Mato Grosso do Sul e de 10757 em Campo Grande. Para você ter uma ideia, até hoje, julho é o pior mês desde o início da pandemia. O mês de julho em Mato Grosso do Sul representa 63% de todos os casos, desde o início. Em média, há cada 12 dias dobra o número de casos no Estado. 

Com base na análise que o senhor fez, chama bastante atenção pela rápida evolução no mês de julho, certo?
Leandro Sauer - Nós estamos começando a fazer uma conta que os nossos colegas da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Fiocruz têm feito, que é trabalhado com um modelo onde se calcula o índice de infecção numa determinada localização geográfica. Quando os valores são maiores do que um quer dizer que a situação não está controlada. Em Mato Grosso do Sul o índice apresentado foi de 1,2. Esse resultado para o Estado significa um risco mais ou menos moderado. Nós rodamos o nosso modelo e o valor está apontando o pico para os dias 8 ou 10 de agosto, isso para Mato Grosso. Já o pico para a Capital do Estado é no dia 24 de Setembro. 

Essa grande diferença entre as datas mostra que a situação da Capital chama mais a atenção do que o restante do Estado, e que temos a confirmação com os dados do estudo, certo? 
Leandro Sauer
- Sim. Quanto aos dias que estão sendo apontados para o pico tanto em Mato Grosso do Sul quanto na Capital, os modelos começaram a estabilizar nas suas projeções e essa previsão de pico é coerente também com o índice de infecção, que ainda é muito alto, lembrando que quanto mais próximo do índice um melhor, já que este índice representa estabilização. 

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