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POLÍTICA

Retorno de Puccinelli deve ajudar MDB a reavaliar o futuro, diz Mochi

Partido perdeu representatividade nas casas legislativas estadual e federal, e aguarda volta de ex-governador à chefia estadual

22 DEZ 2018 - 08h:44Por Kleber Clajus

O retorno do ex-governador André Puccinnelli à liberdade, depois de cinco meses preso em decorrência da Operação Lama Asfáltica, deve contribuir no processo de reorganização do MDB em Mato Grosso do Sul. A análise é do deputado e presidente da Assembleia Legislativa, Junior Mochi, que abriu mão da tentativa de reeleição para encabeçar a chapa do partido ao governo nas eleições deste ano, ficando em terceiro lugar.

“Embora licenciado, ele ainda é o presidente do diretório do MDB. Precisamos sentar com ele, ouvir se ainda pensa em disputar o processo eleitoral e a partir daí estar estabelecendo nossas metas prioritárias”, destacou Mochi. “Temos que fazer reflexão de onde erramos, objetivando reestruturar um projeto político para as próximas campanhas eleitorais de 2020 e 2022”, afirmou.

Nesse ano, a legenda teve enfraquecida nas urnas sua participação no Legislativo. Isso porque não se reelegeram o próprio Mochi, Antonieta Amorim, George Takimoto, Paulo Siufi e Waldemir Moka, no Senado. Nenhum emedebista foi eleito para a Câmara dos Deputados.

Para Mochi, indefinições internas provocadas pela prisão de Puccinelli e o tempo de campanha levaram o partido a esse resultado negativo. Contudo, ele ressaltou que a liberdade do ex-governador e os efeitos da cláusula de barreira – que pode reduzir o número de legendas partidárias até 2030 – tendem a favorecer o MDB no processo de reorganização.

“É o momento de identificar e despertar o interesse de outras lideranças para fortalecer a disputa em 2020, preparando um debate de alto nível para 2022. Muita gente vai migrar e agregar”, avaliou Mochi, que projeta como prioridade os 20 maiores municípios do Estado. 

Balanço
Sobre sua atuação no comando da Assembleia, o deputado se disse surpreso com os avanços implementados nos últimos quatro anos e fez questão de frisar o aperfeiçoamento das ferramentas de transparência, realização do primeiro concurso público, uso de ponto eletrônico e painel eletrônico, assim como de um aplicativo para celular com informação do trabalho dos  deputados.

Com planos de retornar à advocacia, Mochi descartou uma eventual candidatura à Prefeitura de Coxim, enquanto que, no caso de Campo Grande, questiona sua viabilidade diante da análise de que Marcos Trad (PSD) “tem cumprido seus compromissos”. Contudo, ele ainda defendeu que “independente temos que construir alternativas para elevar o debate”.

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