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FERROVIA MALHA OESTE

Semagro realizou painel sobre revitalização da ferrovia

Governo quer apoio de municípios para acelerar o processo de revitalização

12 NOV 2019 - 15h:55Por Isabelly Melo

A Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) reuniu representantes de 15 municípios em um painel de atualização sobre a situação da ferrovia Malha Oeste e a viabilidade da revitalização do trecho de Três Lagoas a Corumbá e Campo Grande a Ponta Porã.

Titular da Semagro, o secretário Jaime Verruck detalhou a situação precária da ferrovia atualmente, a alta demanda de produtos, a possibilidade de alcançar mercados externos e a necessidade de empenho de todas as partes para viabilizar a reestruturação do trecho. “O Governo do Estado tem atuado ativamente neste assunto, mas agora precisamos do apoio dos municípios”.

Entre as atuações, o Governo do Estado trabalha para inserir o projeto da ferrovia Transamericana na PPI (Programa de Parcerias de Investimentos), para que investidores e empresários saibam que este é um projeto estratégico do Governo Federal. O entrave está na antecipação da ampliação da concessão do trecho, visto que atualmente a Rumo tem apenas mais sete anos de trabalho, o que inviabiliza novos investimentos.

“Para que investimentos sejam feitos a empresa precisa ter garantia de tempo de trabalho, que seriam mais 30 anos de concessão, porém a União tem resistência quanto a isso e o relator do projeto no TCU (Tribunal de Contas da União) é desfavorável a decisão de estender a concessão antecipadamente. A Malha Paulista está na mesma situação e primeiro precisa quebrar esse paradigma”, afirma o secretário.

No dia 7 de novembro, o secretário Jaime Verruck e o governador Reinaldo Azambuja se reuniram com o Ministro de Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, que ressaltou que entende a importância da ferrovia para a região e é favorável aos novos investimentos.

A ferrovia é elemento crucial para o modal sul-mato-grossense, podendo ser um dos principais canais de escoamento da produção agrícola e industrial. Atualmente três contratos mantém a Malha-Oeste ativa, com a Suzano, Vale e a Arcelor Mittal. Mas a demanda pela ferrovia é alta, como o transporte de minério, por exemplo, hoje todo feito via ferrovia.

Ponto importante para o bom andamento da ferrovia é a implantação de hubs logísticos em Campo Grande e Três Lagoas. O da Capital já está com 98% da obra concluída e aguarda nova avaliação da Receita Federal, enquanto o que o da região Leste já está autorizado para implantação.

As cidades participantes são Três Lagoas, Água, Clara, Ribas do Rio Pardo, Campo Grande, Terenos, Dois Irmãos do Buriti, Anastácio, Aquidauana, Miranda, Corumbá, Ladário, Sidrolândia, Maracaju, Ponta Porã e Dourados.

*Informações Portal do MS

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