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Novas perspectivas para a cidade

16 SET 2017 - 12h: Por Rosário Congro Neto

Embora não se conheça um plano diretor para a cidade e nem um rol de providências para melhorá-la  urbanisticamente, verifica-se que o básico, ou seja, o arroz com feijão está sendo feito. Cidade mais limpa, operação tapa-buracos e limpeza de nossas ruas mais eficientes, anúncio de abertura de avenida, retomada depois de longos anos de luta da área urbana ocupada pela antiga estrada de ferro Noroeste do Brasil, entre várias providencias que estão sendo adotadas. É certo, que outros serviços públicos estão caminhando normalmente, inclusive, a saúde pública, considerada ponto nevrálgico de uma administração. E assim vai... Mas é de se perguntar, porque até hoje a municipalidade não  apresentou um Plano de Metas, onde a atual administração se compromete executar. É sabido que muitas das vezes nem tudo que se quer realizar, se realiza. Mas, se houvesse metas pré definidas e a população as conhecesse, certamente saberíamos quais os rumos a cidade irá tomar e certamente, não pairaria sobre o ar indagações sem respostas. Não há reunião de pessoas onde não haja quem pergunte quais as perspectivas de desenvolvimento urbano traçadas para Três Lagoas. Paira no ar uma dúvida que se transforma em ansiedade. Indiscutivelmente crescemos industrialmente, assim como a população do município.  Nos últimos dez anos crescemos em mais de 35 mil habitantes. Aliás, este é um saldo que atesta que aqui se ergue um dos maiores polos da indústria nacional, seja pela produção de celulose, papel, fertilizantes, em breve, além de um sem número de outros produtos que indústrias aqui instaladas produzem gerando emprego e renda nos distritos industriais de Três Lagoas. Somos destaque no contexto industrial do país. Mas, se temos capacidade para gerar emprego e renda, certamente, não nos faltarão forças para reunir lideranças da comunidade e discutir prioridades que a própria cidade reclama e exige. Já demos um grande passo ao incluir Três Lagoas nos planos do programa Iniciativas das Cidades Emergentes e Sustentáveis (ICES), que já realizou o diagnóstico de Três Lagoas apontando o que mais necessita. O ICES, estabelece as prioridades que devem ser perseguidas. Este programa não pode ser relegado a um terceiro plano em hipótese alguma, porque o seu desenvolvimento envolve o Banco Interamericano de Desenvolvimento – o BID, assim como do Banco Nacional de Desenvolvimento Social – BNDES, os quais poderão aportar os recursos que o município não tem para executar de pronto as obras fundamentais para a realidade local, entre elas, a implantação de galeria de captação de águas pluviais em todo o perímetro urbano, além da pavimentação de nossas ruas, melhoria da iluminação pública, e assim por diante. É óbvio que as demandas permanentes da comunidade que envolve saúde, educação e serviços básicos de atendimento à população têm que ser tocados com acompanhamento diário pelos administradores da cidade buscando permanente melhoria. Mas, é imperativo deflagrar uma ação bem coordenada juntamente com comunidade, que deve ser estimulada a discutir a cidade e apresentar ideias e projetos. A adoção deste hábito em se ouvir os segmentos organizados da municipalidade, ajudará o poder público municipal atingir seus objetivos. A sua oitiva proporcionará de maneira colaborativa o estabelecimento do plano de metas para cidade, que deverá ser perseguido diante das prioridades eleitas pela própria comunidade. É saudável para o poder público ouvir sugestões, envolver a comunidade para vencer os desafios. Mas para tanto, sem uma ampla discussão sobre  a cidade que queremos construir e sem um plano de metas, estamos fadados a colher um resultado pífio e comprometedor, porque a gestão pública foi atropelada pelas demandas cotidianas e não teve tempo para agir objetivamente e atuar visando alcançar objetivos  como busca qualquer setor da iniciativa privada que precisa apresentar resultados.  

*É Diretor Geral do Grupo RCN de Comunicação

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