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CBN AÇÃO 2019 PAULO VICENTE

Reformar ou não a Previdência?

10 ABR 2017 - 15h: Por Rosário Congro Neto

Sem entrar na análise dos números que sinalizam que dentro de alguns anos a Previdência Social no país estará inviabilizada, o bom senso indica que a proposta não viria a debate se esta situação não fosse extremamente preocupante, além de desgastante para o próprio presidente da República que a propõe. O país depois de ter vivido um período dos mais obscuros da sua história, marcado pela má administração do erário público, além da corrupção e da concessão de financiamentos com dinheiro público em detrimento dos brasileiros para países da África, Cuba, Bolívia que sob a bandeira bolivariana teve o desplante de expropriar uma refinaria da Petrobras e depois pagá-la pelo valor bem menor do que vale e como quis, não pode continuar no caminho da irresponsabilidade administrativa.

As resistências das reformas propostas pelo governo federal, entre elas se destacam a da educação e da previdência estão localizadas fortemente no movimento sindical. Resistente, insiste em manter regras que não durarão por muito tempo. A previdência social é o organismo que ampara a própria classe trabalhadora assalariada poderá passar, mais, ainda, por dificuldades extremas diante do rombo orçamentário que se verifica na atualidade. Corre risco concreto de deixar de pagar benefícios, principalmente, aposentadorias e pensões.

Governante sério e responsável não pode se acovardar e deixar de apresentar propostas que acredita serem saneadoras e que revitalizam um sistema considerado paternalista, onde contribuintes aposentam por tempo de contribuição e não pelo tempo de contribuição e idade. Ninguém desconhece que as conquistas da ciência esticam o tempo de vida dos cidadãos.

No Brasil como nos resto do mundo esta constatação é verdadeira.  A pressão política que sofrem os parlamentares do Senado e da Câmara Federal, por onde andam nos lugares públicos fora do parlamento e até mesmo quando embarcam nos aeroportos com destino a Brasília ou de volta aos seus estados é grande e constrangedora diante de exaltados sindicalistas militantes, que acuam visando uma tomada de decisão contra a reforma previdenciária por conta da proximidade das eleições no próximo ano.

Mas, será que o exercício do mandato em qualquer esfera tem que estar condicionado a adoção de posições de subserviência por conta do voto futuro de eleitor que se apresenta corporativamente incrustado em movimentos sindicais?  Ninguém desconhece que se pretendeu fundar no Brasil uma república sindicalista que insistiu, estufando os cofres dos sindicatos durante os últimos anos para mobilizar nas ruas, manobrar as discussões, fraudar e, sobretudo, corromper para no poder se perpetuar. Não é tempo de se colocar brasileiros contra brasileiros com disse recentemente o presidente da República.

A reforma da previdência que deveria ter caráter global alcançando inclusive os funcionários públicos que ganham bem mais que qualquer trabalhador na atividade privada, por pressão desses mesmos setores do sindicalismo acabou por ser desmembrada da discussão congressual. Agora cada Estado da Federação deverá fazer sua reforma. Será que também que preferem ver seus estados como os Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e outros mais, que além de atrasar em meses a folha salarial, também não pagam em dia os servidores aposentados e pensionistas.

O bom senso precisa ser restabelecido nestes organismos de pressão, que não podem e nem dever torcer pelo quanto pior melhor. É preciso ter lucidez, serenidade e, sobretudo, espírito cívico e de elevado exercício de cidadania para debater sem quaisquer ranços a reforma da previdência. Inviabilizá-la hoje é adiar uma crise que afetará todos os brasileiros. Esta questão tem que ser discutida de maneira suprapartidária para se reformar ou não a previdência, mas com civilidade. 

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