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Cassilândia e Paranaíba põem MS no mercado da borracha

Técnicos projetam expansão do cultivo de seringueiras e consolidação do Bolsão também como pólo da borracha natural

23 AGO 2012 - 10h:57Por Reprodução/Rural Centro

A expansão do cultivo de seringueiras em Cassilândia e Paranaíba vai tornar o extremo norte do Bolsão um pólo da borracha. Em Paranaíba a heveicultura está adotando tecnologias que vão assegurar altos índices de produtividade.

O látex extraído da seringueira é matéria prima para fabricação de mais de 40 mil produtos de borracha, como o pneu, por exemplo. A expectativa é que daqui a duas décadas, o Estado se torne o segundo maior produtor brasileiro de borracha natural. Para atingir esse estágio, projeta-se o plantio de cerca de 30 milhões de seringueiras até 2030. Hoje os seringais ocupam apenas 3.500 hectares.

“Estima-se que em 20 anos, a demanda por borracha será muito maior que a capacidade dos países asiáticos terão em atender”, diz o engenheiro agrônomo e instrutor do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de MS – Senar/MS, Antônio de Pádua Alvarenga.

Uma das vantagens no plantio da seringueira é seu longo período de produção, que pode ser intercalado com outras culturas como arroz, milho, feijão, abacaxi, pupunha, café ou consórcio com a pecuária antes da sangria para a coleta da seiva.

Além do grande tempo de produção do seringal, e ser usado como reserva legal após a sangria, a madeira também pode ser utilizada na fabricação de móveis, artigos domésticos, utilizada como energia com a transformação em carvão ou na produção de celulose.

Todas essas vantagens trazem grandes oportunidades para os municípios de Cassilândia e Paranaíba, além de Chapadão do Sul e Costa Rica. Em Paranaíba, o empresário Orismar Tiago da Silva tem 40 hectares plantados e deve começar a produzir em até três anos, com perspectiva de faturar R$ 19 mil/mês.

DEPENDÊNCIA

Hoje o Brasil produz apenas 30% das 400 mil toneladas de borracha. As importações custam R$ 2 bilhões ao ano e a perspectiva de autossuficiência se assenta no fato do Brasil ser um dos poucos países no mundo com espaço e clima ao plantio.

Em nível nacional, Bahia e do Espírito Santo detêm as maiores áreas dos seringais brasileiros, devido a proximidade com as fábricas que processam a borracha, o que facilita o trabalho de logística. 

Em Mato Grosso do Sul, o governo do Estado criou o Plano para Desenvolvimento Sustentável de Florestas Plantadas, que define estratégias para o desenvolvimento florestal e prevê o plantio de 1 milhão de hectares de florestas até 2030.

O aumento na demanda já chama a atenção de órgãos como o Senar/MS, que capacita técnicos no setor, e promove ciclos de palestras sobre florestas plantadas, como no caso do Programa Mais Florestas. As agroindústrias também têm voltado a atenção para o desenvolvimento do setor no Estado. 

Em Cassilândia, a Cautex Florestal aposta em um complexo com projeção da ampliação de seringais junto com a construção de um parque industrial para beneficiamento da borracha natural.

Para especialistas, é uma questão de tempo até que a heveicultura se afirme em Mato Grosso dos Sul, mas é preciso investir em capacitação de mão de obra.

EXPORTAÇÕES

Os produtos florestais de Mato Grosso do Sul geraram, no primeiro semestre de 2012, um volume de 5 milhões de toneladas, com rendimento de US$ 251 milhões, um aumento de 9% sobre os US$ 230 milhões comercializados no mesmo período de 2011. Os principais mercados estão na Europa (Países Baixos e a Itália).

As informações foram divulgadas no Boletim Casa Rural, produzido pela Unidade Técnica da Federação de Agricultura e Pecuária de MS (Famasul). Os dados anunciados no Infoagro, comprovam o crescimento do setor.

D
e acordo com a publicação a área plantada em floresta, com eucalipto, pinus e seringueira, cresceu 233% nos últimos cinco anos, saindo de 149 mil hectares em 2006 para 497 hectares em 2011.

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