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CEF cortará taxas de juros para ampliar participação no mercado de crédito

Ao todo, o custo de 21 linhas de empréstimo para pessoas físicas e jurídicas será reduzido pelo banco

22 DEZ 2008 - 14h:14Por Redação

A  Caixa Econômica Federal  promoverá uma redução de suas taxas de juros, a partir de janeiro de 2009, para ampliar suas operações de crédito junto a poessoa física e as empresas. Ao todo, o custo de 21 linhas de empréstimo para pessoas físicas e jurídicas será reduzido pelo banco, motivado pela redução do custo de captação previsto para 2009.

“O bom desempenho da instituição neste ano nos motivou a reduzir significativa essas taxas, principalmente para pessoa física”, explicou a presidente do banco, Maria Fernanda Ramos Coelho. “A estratégia é expansão, crescimento, fortalecimento do crédito. É a hora de a Caixa crescer e de ter uma atuação mais efetiva no crédito no Brasil, tanto para a pessoa física quanto para a pessoa jurídica”, destacou.;

A meta inicial do banco era  elevar em 30% suas operações em carteira de crédito em 2008. Mas, segundo divulgou a entidade, o aumento neste ano ficará em torno de 40%. Com isso a Caixa decidiu promover uma redução nas taxas do penhor, que passará de 2,99% para 2,25% ao mês. A taxa mínima mensal do cheque especial diminuiu de 1,47% para 1,37%; e a máxima reduziu de 7,98%  para 7,49% ao mês.

O consumidor que fizer um empréstimo de R$ 1 mil a ser pago no prazo de 24 meses pagaria, atualmente, prestações de R$ 60,68 – considerando a taxa mensal de consignado cobrada antes das medidas anunciadas (2,99% a.m). Com a redução dessa taxa para 2,50%, o valor das parcelas cai 5,63%, ficando em R$ 57,60.

Algumas operações destinadas a pessoas jurídicas reduzirão as taxas de juros em proporções superiores a 12%. As taxas do BNDES Automático e o Finame passaram de 6,7% para 5,84%  ao ano, na máxima, acrescidas de Taxa de Juros de Longo Prazo. Já no CRED Frota, as taxas foram de 1,36% para 1,28% (mínima) e de 1,93% para 1,85% (máxima). A redução é de 5,88%.

Direcionado para compra de bens de consumo durável, o BCD Investimentos reduziu as taxas maiores, de 4,07%  para 1,95%. E as menores, de 3,18% para 1,10%  – um ajuste que chega a 43,58%, com a inclusão da taxa básica referencial dos juros. Na Conta Garantida para Micro e Pequena Empresa, que funciona como um cheque especial, as novas condições apresentam uma alteração de taxa de juros máxima de 3,10% para 2,60% ao mês.

A Caixa, segundo o o vice-presidente de atendimento e distribuição, Carlos Borges, já tinha, antes das medidas anunciadas, as menores taxas do mercado. “Em novembro, uma pesquisa da Fundação Procon-SP classificou pelo 11º mês consecutivo a Caixa como a instituição financeira com as menores taxas de juros do cheque especial para pessoa física”, lembrou.

Borges acredita em um aumento de 24% nos empréstimos para pessoa física e 35% para jurídica. Um montante que resultará em R$ 91 bilhões destinados a crédito em 2009.

Até o final de novembro recursos da ordem de R$ 64 bilhões em crédito comercial já haviam sido liberados, indicando um crescimento de 32% em relação ao mesmo período do ano passado. Os recursos dirigidos a pessoa física somam R$ 30,6 bilhões. Um crescimento de 23% em relação a 2007, que foi de R$ 24,9 bilhões. A meta, segundo a entidade, é fechar o ano com R$ 33 bilhões em empréstimos.

O banco desembolsou também R$ 33,2 bilhões em crédito para pessoa jurídica, 42,1% a mais do que os resultados obtidos no ano passado. A expectativa é alcançar a marca de R$ 36 bilhões até o final de 2008. “O mercado calcula crescer em 20% no crédito comercial em 2009. Nossa proposição é subir 30%. Ou seja, 50% acima do mercado”, informou Maria Fernanda Ramos Coelho.

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