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CNA defende leilões para conter queda nos preços agrícolas

A defesa foi feita pela presidente da Confederação da Agricultura e da Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu

4 FEV 2009 - 08h:43Por Redação

Para impedir uma queda ainda maior nos preços agrícolas, o governo deverá fazer leilões de estocagem, a partir do fim do mês, segundo defendeu ontem (3) a presidente da Confederação da Agricultura e da Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu (DEM-TO).

Segundo ela, apenas 20% da atual safra de grãos foram vendidas antecipadamente, o que deverá acelerar a redução nos preços, por causa do acúmulo de produtos no mercado.

“Em dezembro, 70% da safra verde costumam estar vendidas no mercado futuro, mas nesta safra só 20% foram comercializados”, destacou a presidente da CNA. “Com esse cenário, certamente haverá queda de preço em qualquer segmento ou setor, se o governo não agir”, alertou ela.

Na avaliação da senadora, a soja, o trigo, o milho e o café são os produtos que mais necessitam de atenção das autoridades. Ela defendeu que os leilões de compras sejam feitos no tempo certo. “O ideal é que as ações mais incisivas comecem no final de fevereiro ou no início de março. Se o governo não operar no mercado com rapidez, pode jogar os preços para níveis irrecuperáveis”, ressaltou.

A senadora também defendeu que a ajuda para a comercialização da safra chegue a R$ 5 bilhões neste ano. Até agora, estão garantidos R$ 3,7 bilhões: R$ 3 bilhões do Orçamento Geral da União e mais R$ 700 milhões para as cooperativas agrícolas remanejados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) na semana passada.

De acordo com a CNA, a atual safra de grãos deve ser de 8% a 10% menor que a anterior. A redução é maior que os 5% apontados em dezembro pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). "As estimativas do governo foram apresentadas no final do ano passado e ainda não consideravam o agravamento da seca em partes da Região Sul", explicou Kátia Abreu.

Em relação à próxima safra, destacou a senadora, a preocupação é ainda maior. Com o recuo no crédito externo, as tradings (empresas multinacionais que comercializam grãos) reduzirão o financiamento ao plantio e à colheita. “Atualmente, 75% dos grãos plantados são financiados pelas tradings. Quem vai substituir esse crédito, se estamos ouvindo de algumas dessas empresas que o financiamento vai cair pela metade?”, questionou.

Kátia Abreu falou ao chegar para uma reunião com a secretária da Receita Federal, Lina Maria Vieira, no Ministério da Fazenda. Segundo a senadora, o encontro é apenas administrativo.

 

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