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Empresas têm custo cada vez mais alto em captações

Antes da crise, empresas de primeira linha emitiam papéis de até sete anos oferecendo menos de 108% do CDI

3 FEV 2009 - 07h:42Por Redação

As empresas que recorrem ao mercado doméstico de capitais - praticamente o único disponível - estão pagando taxas cada vez mais altas por papéis com vencimento mais curto. Os primeiros negócios do ano mostram que as taxas não cederam e que o dinheiro continua caro até para as grandes companhias. As taxas já superam os 125% do Certificado de Depósito Interfinanceiro (CDI), com lançamentos restritos aos investidores internos e exigências de garantia firme por parte dos compradores.

A emissão da Bradespar, de R$ 610 milhões em debêntures aprovada na semana passada, saiu por 125% do CDI para papéis de apenas três anos. A taxa foi ainda maior para as notas promissórias de 180 dias lançadas pelas cinco concessionárias da OHL Brasil, que captaram R$ 200 milhões a 136% do CDI.

Antes da crise, empresas de primeira linha emitiam papéis de até sete anos oferecendo menos de 108% do CDI. Com a rentabilidade elevada, a demanda cresce. A procura pelos papéis da Bradespar chegou a dez vezes o volume ofertado e somou R$ 6 bilhões. Mas a rentabilidade não caiu porque boa parte dos investidores se dispôs a ficar com os papéis desde que saíssem com a taxa no teto previsto no início da oferta.

A crise afastou os investidores em debêntures, Em cinco meses, foram apenas três emissões. Outra alternativa ao crédito escasso, a securitização também teve o custo elevado. Neste ano, só duas operações de FIDC foram a mercado, com taxas de 120% e 125% do CDI. Antes da crise,giravam em tomo de 108% do CDI.

Um alento para as grandes empresas pode ser a demanda dos fundos de pensão por papéis privados. Com a perspectiva de queda dos juros, eles já buscam retornos maiores, As emissões de debêntures e títulos de direito creditório despertam o interesse das fundações. A Sabesprev ficou com R$ 50 milhões em debêntures na última emissão da Sabesp (de R$ 220 milhões). A Funcef, dos funcionários da Caixa Econômica Federal, investiu R$ 400 milhões em títulos de crédito corporativo no fim de 2008.

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