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Fibria segue avaliando cenário para expansão em Três Lagoas

Companhia já havia afirmado em agosto e reiterado em outubro que projeto ficaria em stand by

27 NOV 2012 - 08h:52Por Redação

Apesar do otimismo em relação ao mercado de celulose em 2013, a Fibria segue em compasso de espera para definir a expansão da fábrica em Três Lagoas. Em entrevista à Reuters, o diretor de finanças e relações com investidores, Guilherme Cavalcanti, disse que a companhia espera consolidar o cenário do mercado externo para retomar o projeto de uma nova unidade em Mato Grosso do Sul.

Essa posição havia sido anunciada pela empresa em Teleconferência realizada no dia 29 de outubro, conforme divulgou o Jornal do Povo. A empresa já havia declarado, em agosto, que não levaria a proposta de uma nova unidade ao seu Conselho de Administração, por não acreditar que o atual cenário econômico seja favorável para esse investimento.
Hoje a agenda prioritária da Fribria é a geração de valores aos acionistas e diante do atual cenário do mercado, a recomendação é não seguir em frente com o projeto de expansão da unidade de Três Lagoas, segundo a companhia, ressalvando, no entanto, que a erspectiva de mercado é muito favorável.
 "Estamos mais otimistas para o ano que vem. O ambiente está favorável para isso. A demanda da China e dos Estados Unidos pode surpreender", afirmou Cavalcanti à Reuters, em uma entrevista por telefone de Nova York, onde a empresa realizou um evento para analistas e investidores na segunda-feira.
De acordo com a Reuters, o executivo disse que os recentes anúncios de fechamentos de capacidade, como o da Jari Papel e Celulose, do Grupo Orsa, contribuem para o ambiente mais favorável e devem compensar parte do aumento da oferta com o início das operações de novas fábricas, como a da Eldorado em dezembro, em Três Lagoas, e da Suzano no fim do próximo ano, no Maranhão.
 "Com a demanda crescente, a gente acha que, no ano que vem, não vai ter problemas (com aumento da capacidade)."
No entanto, apesar de estar mais otimista com o próximo ano, Cavalcanti afirmou que a empresa continua esperando uma melhora no cenário econômico para dar continuidade aos seus planos de uma nova unidade em Três Lagoas. "O projeto continua à espera. A gente gostaria de ter uma visibilidade maior para poder ir em frente com esse projeto".
RESULTADOS
De acordo a companhia, a Fibria planeja investir entre R$ 1,2 bilhão e R$ 1,25 bilhão no próximo ano, e este valor será destinado principalmente à manutenção de florestas. "A geração de caixa da companhia é suficiente para cobrir esse investimento, pagar juros", disse.
 
 
 
Sobre o endividamento da empresa, que no terceiro trimestre ficou em 4,5 vezes a dívida líquida X Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), Cavalcanti evitou dar estimativas.
"A ideia para o ano que vem é continuar gerando caixa para reduzir ainda mais o endividamento", disse o executivo à Reuters. No período de julho a setembro deste ano, a empresa teve seu quinto prejuízo trimestral consecutivo, de 212 milhões de reais, que o executivo atribuiu a efeitos "não caixa".
"A questão do lucro no trimestre não me preocupa muito, porque se eu não voltar ao lucro vai ser por efeitos não caixa, principalmente pela desvalorização do câmbio, que tem efeito na minha dívida, que é em dólar", afirmou.  "Na verdade, uma desvalorização do real aumenta minha geração de caixa em dólares, porque eu sou exportador, e aumenta minha capacidade de pagar essa dívida."

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