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Instituto vai mudar sistema de cálculo do PIB

A informação foi divulgada hoje pelo instituto.

20 SET 2012 - 10h:30Por Redação

 O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) irá mudar o cálculo do PIB (Produto Interno Bruto), com o intuito de aproximar as contas nacionais do modelo que é recomendado pelas ONU (Organização das Nações Unidas) e outros órgãos internacionais. A informação foi divulgada hoje pelo instituto.

Detalhes do novo cálculo, no entanto, ainda não foram divulgados pelo órgão. Em nota publicada hoje, o IBGE diz que a nova metodologia será divulgada apenas no final de 2014.

 "O Projeto de Revisão do Sistema de Contas Nacionais, com divulgação de resultados prevista para final de 2014 / início de 2015, insere-se neste contexto [de mudanças seguindo padrões internacionais]", explicou o instituto.

Em sua nota, o instituto lembrou que, nos últimos anos, diversos organismos internacionais, responsáveis pela elaboração de manuais e recomendações metodológicas sobre a produção de estatísticas, vêm coordenando seminários e discussões visando à harmonização da produção de estatísticas econômicas no mundo. O projeto atual de revisão insere-se nesse contexto.

 O instituto lembrou que um dos resultados recentes dessa intenção de harmonizar a produção de estatísticas foi a aprovação da revisão da classificação internacional de atividades econômicas, e dos manuais de contas nacionais, balanço de pagamentos, finanças públicas, estatísticas monetárias e financeiras, entre outros.

Dentro desse processo, o IBGE e a Secretaria da Receita Federal, entre outros gestores de registros administrativos de âmbito nacional, já adotaram a nova classificação de atividades -denominada CNAE 2.0- em suas informações econômicas.

 2007 
A última mudança de cálculo nas contas nacionais foi realizado em 2007. 
À época, a metodologia incorporou no item "indústria" alguns indicadores que faziam parte dos "serviços". Atividades como telecomunicações, informática, serviços cinematográficos e de vídeo e atividades de rádio, televisão e agências de notícias passaram a ser consideradas como indústria e não mais como serviços.

Mesmo assim, a indústria teve peso relativo menor e os serviços participação maior na apuração dos resultados da economia brasileira.
Na ocasião, o setor de serviços aumentou cerca de 10 pontos percentuais -de 56,3% para 66,7%. Já a indústria, recuou em 8,4 pontos percentuais- de 36,1% para 27,7%.

 Entre os setores industriais que mais perderam força nas contas nacionais estiveram a indústria de transformação (recuo de 4,4 pontos percentuais para 17,2%) e construção civil (queda de 3,2 pontos para 5,5%).
 Nos serviços, comércio ( de 7,1% para 10,6%), transporte e armazenagem (2,6% para 4,9%) e intermediação financeira (5,2% para 6%) ganharam mais peso no índice.

Houve, em 2007, a incorporação de pesquisas do IBGE na apuração das contas nacionais, como as Pesquisas Anuais da Indústria, Comércio, Serviços, e de Construção, reformuladas na segunda metade da década de 1990. O ano-base para a mudança do cálculo será o de 2000. (Folhapress)
 

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