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Pessoas físicas buscam menos empréstimos

Em novembro, o volume de crédito para as pessoas físicas permaneceu estável em relação a outubro (R$ 273,6 bilhões)

23 DEZ 2008 - 15h:25Por Redação

O crédito para as pessoas físicas não mostrou recuperação em novembro e início de dezembro, segundo dados do Banco Central (BC) divulgados hoje (23). A redução do crédito é um efeito da crise financeira internacional, que se agravou em setembro deste ano.

Em novembro, o volume de crédito para as pessoas físicas permaneceu estável em relação a outubro (R$ 273,6 bilhões). Esse valor é das operações de crédito consideradas para o cálculo da taxa média de juros, cujos dados são obrigatoriamente repassados pelas instituições financeiras.


Em dezembro, nos nove primeiros dias úteis, até o dia 11, houve uma redução no volume de crédito para as pessoas físicas de 1,1% em relação ao mesmo período de novembro.

“O crédito à pessoa física não reaje tão prontamente quanto o crédito à pessoa jurídica, principalmente nas operações voltadas a financiamento de veículos”, explicou o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes.

De acordo com Lopes, o crescimento das operações de leasing tanto para pessoas físicas quanto para as empresas foi de apenas 0,1% de outubro para novembro. Segundo dados da Associação Brasileira de Empresas de Leasing, em outubro 88,1% das operações de arrendamento mercantil foram para veículos e 9,3% para máquinas e equipamentos. Quando se soma crédito para venda de veículos e leasing, a queda nos financiamentos fica em 0,9%.

O crédito também está mais caro para as pessoas físicas. A taxa anual de novembro, de 58,7% ao ano, é a mais elevada desde março de 2006 (59%). Nos nove primeiros dias úteis de dezembro, a alta da taxa (59,4% ao ano) foi de 0,8 ponto percentual em relação ao final de novembro.

Em novembro, o spread (a diferença entre as taxas que os bancos pagam ao captar dinheiro no mercado e o juro que cobram nos empréstimos), de onde sai boa parte do lucro dos bancos, para pessoas físicas ficou em 43,6% ao ano, o mais alto desde março de 2006. Os prazos médios também reduziram de 490 para 482 dias corridos de outubro para novembro. Segundo Lopes, esse “encurtamento no prazo” deve-se à redução nos financiamentos de carros.

Também houve alta na inadimplência das pessoas físicas (percentual do saldo em atraso acima de 90 dias em relação ao total), que passou de 7,6% para 7,8%. De acordo com Lopes, essa elevação também está associada à redução dos financiamentos de veículos.


“Como não se consegue créditos novos, o que remanesce nas carteiras é um crédito de qualidade um pouco pior. É por isso que tem uma elevação da inadiplência no que diz respeito às famílias [pessoas físicas]”. Mas, segundo ele, “o que se espera é que a inadimplência se estabilize”.

No caso das pessoas jurídicas, em novembro, a inadimplência ficou estável em 1,7%. O prazo médio caiu de 310 para 305 dias corridos. No mês passado, o volume de crédito para as empresas (R$ 666 bilhões) cresceu 1,6% em relação a outubro. Neste mês, até o dia 11, o crédito para as pessoas jurídicas subiu 2,1% em relação ao mesmo período de novembro. A taxa de juros anual (31%) subiu 0,2 ponto percentual.

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