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Petrobras e ANP descartam crise de abastecimento de combustíveis

O superintendente de Abastecimento da ANP, Aurélio Amaral, declarou que ?não há crise de abastecimento?

12 DEZ 2012 - 17h:00Por Redação

Representantes da Petrobras e da Agência Nacional de Petróleo (ANP) afirmaram nesta quarta-feira (12), em audiência pública na Comissão de Minas e Energia, que não há crise de abastecimento de combustíveis no Brasil nem o risco de que venha a ocorrer desabastecimento, embora tenham apontado uma explosão de consumo em 2012.


O diretor de Abastecimento da Petrobras, José Carlos Cosenza, disse que o sistema de suprimento de combustíveis no País é "bastante robusto" e seguro, não só no que se refere às 12 refinarias da estatal, mas também em relação ao suprimento externo. Ele informou que o grande desafio é assegurar um sistema eficiente de distribuição e que essa é uma preocupação permanente da Petrobras.

O superintendente de Abastecimento da ANP, Aurélio Amaral, declarou que “não há crise de abastecimento”, apenas alguns problemas pontuais, e que a agência está preparada para qualquer eventualidade a fim de assegurar o abastecimento. Antes, ele havia dito que “há uma crise positiva, pois é uma crise de crescimento”.

O debate foi proposto pelo presidente da comissão, deputado Simão Sessim (PP-RJ), em razão de notícias veiculadas pela imprensa sobre a possibilidade de desabastecimento. Ao final da audiência, o deputado se disse convencido de que não há esse risco.

Explosão de consumo
Amaral destacou que o setor de combustíveis cresceu seis vezes mais que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro neste ano, devido a uma "explosão de consumo". Segundo ele, o consumo de gasolina cresceu 20% -- percentual que considerou "astronômico".

O representante da ANP atribuiu o aumento do consumo de combustíveis à expansão da venda de carros. "Esse é o ônus de um país em crescimento", disse. Conforme ele, a distribuição de diesel e gasolina atingiu 7,7 milhões de metros cúbicos por mês, o que equivale a 45 milhões de barris. Isso equivale a mais de 2 milhões de barris por dia. A produção interna é complementada com importações, principalmente do Golfo do México, Roterdã e Índia. A importação representa 17% a 20% do consumo.

Estresse logístico
Já o presidente da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), Paulo Miranda Soares, disse que está havendo um "estresse logístico nacional" em relação à distribuição de combustíveis. Ele lembrou que, recentemente, houve postos que ficaram até uma semana sem gasolina no Acre, em Porto Alegre (RS) e em Vitória (ES). "Uma semana significa 1/4 do mês sem ganhar nada, e os custos permanecem os mesmos", ressaltou, afirmando que a situação dos revendedores, quando falta combustível, fica muito difícil. "Somos a face visível do sistema e acabamos pagando o pato pela ausência de combustível", comentou.

Soares se queixou das ações movidas pelo Ministério Público contra revendedores que alegam não ter combustível. "Muitas vezes, temos de chamar a polícia para constatar no boletim de ocorrência que não há mesmo combustível e, assim, podermos nos defender", explicou.

Longas distâncias
O diretor de Abastecimento e Regulamentação do Sindicato Nacional de Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicon), Luciano Libório, afirmou que o crescimento do consumo de gasolina e diesel verificado neste ano foi maior na Região Nordeste, seguida do Centro-Oeste e do Norte. Entre os estados que tiveram maior crescimento de consumo, ele citou Piauí e Mato Grosso.

Isso significa, de acordo com Libório, que o combustível está sendo levado para áreas mais distantes, em razão do aumento de consumo em estados não produtores. "A distribuição hoje depende de caminhões e estradas, uma logística que não é a mais eficiente", disse. Segundo ele, são necessários mais dutos, ferrovias e hidrovias.

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