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Setor de serviços no Brasil melhora em abril, diz HSBC

O volume de novos pedidos recebido pelas empresas do setor privado no Brasil aumentou pelo oitavo mês consecutivo em abril

6 MAI 2013 - 14h:25Por Redação

O crescimento da produção no setor privado brasileiro continuou em abril, alcançando 51,5 pontos, contra 51 pontos em março, de acordo com o HSBC Brasil.

O índice ficou acima marca de 50 pontos, indicativa de ausência de mudanças, pelo oitavo mês consecutivo, mas indicou que a atividade do setor privado melhorou modestamente.

"Após o nível de atividade muito fraco reportado pelas empresas em março, a leve melhora do indicador em abril parece ser mais consistente com nossa expectativa de que a economia brasileira esteja experimentando uma recuperação (mesmo que modesta) em 2013, mas isso ainda não é suficiente para dirimir as incertezas com relação ao risco de surpresas negativas", aponta André Loes, economista-chefe do HSBC Brasil.

A taxa de crescimento se acelerou para os provedores de serviços, mas se enfraqueceu junto às indústrias.

O Índice de Atividade de Negócios, sazonalmente ajustado, registrou 51,3 pontos em abril, acima do valor de 50,3 pontos observado em março.

A leitura mais recente indicou uma melhoria mais rápida, embora modesta, nos níveis de atividade do setor de serviços do país como um todo.

Além disso, o índice ficou abaixo da leitura média registrada no primeiro trimestre do ano (52,3 pontos).

O volume de novos pedidos recebido pelas empresas do setor privado no Brasil aumentou pelo oitavo mês consecutivo em abril. Porém, a taxa de expansão foi modesta e mais fraca, em média, do que a observada no primeiro trimestre de 2013.

Tanto os fabricantes quanto os provedores de serviços indicaram crescimentos modestos, com evidências sugerindo que o nível da demanda foi mantido.

As pressões sobre as margens operacionais no setor privado como um todo continuaram, como indicado por um crescimento sólido nos custos de insumos, e por um aumento apenas modesto nos preços médios de venda.

Mesmo assim, a taxa de inflação de custos foi a mais fraca registrada desde outubro do ano passado. Da mesma forma, a taxa de inflação de preços cobrados foi a mais lenta em quatro meses.

As empresas produtoras de mercadorias indicaram que o aço, os plásticos e os combustíveis aumentaram de preço. Os provedores de serviços relataram custos mais elevados de matérias-primas e de mão de obra.

De acordo com a pesquisa, foi observada uma divergência nos níveis de emprego. As empresas do setor de serviços registraram um número mais alto de funcionários, mas os fabricantes indicaram perdas de empregos.

Consequentemente, o crescimento agregado do nível de emprego do setor privado foi fracionário apenas e se desacelerou em relação a março.

Os dados de abril indicaram uma segunda queda consecutiva dos pedidos em atraso no setor privado brasileiro. Porém, a taxa de redução foi, no geral, modesta apenas e ficou inalterada em relação a março.

Os níveis de negócios inacabados se contraíram tanto para as empresas do setor industrial quanto para as do de serviços, com as taxas de declínio sendo moderada e modesta, respectivamente.

Foi indicado mais uma vez um sentimento de otimismo pelos provedores de serviços no Brasil. Porém, o grau de sentimento positivo foi o mais fraco em três meses.

Os entrevistados esperam que a demanda mais forte impulsione o crescimento da atividade daqui a doze meses.

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